sexta-feira, 21 de maio de 2010

Como lidar com a morte do seu animal de estimação

Conheça a rotina do primeiro ambulatório de cuidados paliativos para animais domésticos do país. Lá, os donos aprendem como oferecer tranquilidade e conforto para o período final da vida de seus bichos.
Eliseu Barreira Junior (texto) e Fernando Donasci (fotos)
 
EQUIPE MÉDICA


Edlberto Rodrigues, Denise Fantoni, Teresinha Martins e Daniella Godoi nos corredores do Hospital Veterinário da USP

A foto acima mostra uma equipe médica pioneira. Edlberto Rodrigues, Denise Fantoni, Teresinha Martins e Daniella Godoi são veterinários do primeiro ambulatório de cuidados paliativos para animais domésticos do Brasil. Eles amenizam o sofrimento de cães e gatos com doenças sem chance de cura. Mais do que isso: ajudam os donos a oferecer qualidade de vida e conforto para seus bichos de estimação quando mais precisam. Em um dos consultórios do Hospital Veterinário da Universidade de São Paulo (USP), a palavra sacrifício é a última a ser ouvida. Lá, a perspectiva da morte é trabalhada, mas deixada em segundo plano. O importante é oferecer um final de vida com menos sofrimento possível para animais portadores de doenças crônico-degenerativas, como o câncer, e dor extrema. Raríssima em animais, a prática dos cuidados paliativos representa uma mudança na visão da medicina veterinária que costumava determinar a eutanásia como o destino natural de um bicho velho ou doente.

Estima-se que existam 33 milhões de cães e 17 milhões de gatos no Brasil. Em grande parte dos lares do país, o animal é visto como alguém da família. O problema é que a expectativa de vida dos bichos, mesmo sendo maior hoje em dia, é curta em relação ao tempo que o dono viverá. Mais cedo ou mais tarde, ele terá que lidar com a perda do animal querido. Pensando como os médicos veterinários poderiam ajudar nesse momento, a professora Denise Fantoni decidiu acompanhar em 2005 a rotina de pacientes terminais do Hospital das Clínicas de São Paulo. A experiência possibilitou ao grupo de estudos chefiado por ela na USP conhecer os caminhos para a melhoria da qualidade de vida de pacientes com esse perfil. Denise percebeu ali que poderia aplicar o conceito de cuidados paliativos no mundo animal.

No ambulatório do Hospital Veterinário da USP, todos os animais têm algum tipo de doença que os levará à morte. O tratamento realizado no local consiste, basicamente, em um trabalho de medicação e orientação. Os veterinários receitam remédios para que o bicho não sofra com as dores da doença, acompanham a evolução do quadro clínico e ensinam aos proprietários medidas simples para melhorar a rotina dos animais, como fazer a vontade deles sempre que possível. “Em geral, um cachorro deve ser alimentado com ração. Mas nesse momento da vida isso deixa de fazer sentido”, diz Denise Fantoni. “Se ele gosta mais de comer carne ou macarrão, orientamos o dono a dar ao bicho o que ele quer.” Outro tipo de medida ensinada no ambulatório refere-se ao lugar em que o animal passará a maior parte do tempo. “É importante nessa escolha levar em conta o aumento da proximidade do cão com as pessoas da casa”, afirma Teresinha Martins, colaboradora do programa e veterinária. “Não é porque ele está com uma doença que deve ficar no quintal sozinho. Trazê-lo para dentro e dar muito carinho são essenciais.”

A equipe ainda recomenda aos proprietários rigor com o horário das medicações. Caso contrário, as dores – e o sofrimento do bicho – podem piorar. Os pacientes são acompanhados de perto pelos veterinários do ambulatório por meio de consultas semanais, quinzenais ou mensais. Dependendo do caso, eles fornecem seus telefones para que possam ser informados pelos donos sobre a evolução da doença.

A base dos cuidados paliativos no Hospital Veterinário da USP está em um questionário elaborado pela professora Denise e por sua ex-doutoranda, a veterinária Karina Yazbek. Ele é composto por doze perguntas feitas ao proprietário do animal a cada consulta (ver quadro abaixo). As questões avaliam a disposição do bicho para comer, brincar, andar e dormir, entre outros aspectos. O seu resultado pode determinar a alteração ou não do tratamento. “É através das respostas que a equipe avalia se as medicações estão surtindo efeito para conter a dor”, diz Daniella Godoi, veterinária e outra colaboradora da equipe. “Se notarmos que não existe mais qualidade de vida para o bicho, a eutanásia se torna a única alternativa para acabar com o seu sofrimento.”
É quando a morte, até então em segundo plano no ambulatório, adquire forma. Vista por alguns como um fracasso, ela é enxergada pelos veterinários como a chave dos cuidados paliativos: “A morte não é um fracasso para o médico. Fracasso é não tratar o bicho com dignidade e respeito quando ele está à beira da morte. Nosso trabalho não é acrescentar dias de vida ao bicho, mas dar qualidade de vida aos poucos dias que ele tem”, afirma Teresinha.

A consulta de Neguinha


MOMENTO DECISIVO


A veterinária Teresinha Martins conversa com Maria e Tânia Sargiani (com Neguinha no colo) sobre o estado de saúde da cadela. "Sinceridade é essencial na hora da consulta", diz Teresinha
Sexta-feira, 7 de maio. Maria e Tânia Sargiani, mãe e filha, estão apreensivas. Na sala de espera do ambulatório de dor e cuidados paliativos do Hospital Veterinário da USP, elas acariciam a vira-lata Neguinha e aguardam com tristeza o momento da consulta. A cadela está deitada sobre um lençol verde com motivos florais e parece não ter forças para ficar em pé. É a primeira vez que vem ao local.
Maria traz olheiras profundas no rosto. Um sinal de quatro noites mal dormidas. Na segunda-feira (3), a família Sargiani recebera a notícia que trouxe sofrimento para todos. Neguinha, de 10 anos, está com câncer. São três tumores que não podem mais ser extraídos: um no pulmão, um enraizado em um dos ossos da coluna e outro na região dos linfonodos (gânglios do animal onde ficam as células responsáveis pela defesa do organismo) – cerca de 80% dos cachorros tratados no ambulatório têm câncer. Depois de fazer todos os exames na área clínica do Hospital Veterinário, Neguinha foi encaminhada para a equipe de Denise Fantoni.
Maria e Tânia são recebidas por Teresinha Martins. A veterinária pega o prontuário e avalia as anotações feitas pela médica que atendeu a cadela no hospital pela primeira vez. A consulta começa:
– Eu sou a doutora Teresinha. Vocês vieram na segunda-feira ao hospital, certo?
– Isso mesmo. Ficamos desesperadas quando recebemos a notícia do câncer – responde Maria, com lágrimas nos olhos.
– Faz um mês que a Neguinha ficou doente – diz Tânia. Apareceu um carocinho no dorso dela e fomos até uma clínica particular que fica perto de casa. A veterinária disse que era um nervo sebáceo, que não deveríamos ficar preocupadas. Mas em um mês a Neguinha começou a emagrecer muito e o caroço não parou de crescer. Daí, resolvemos trazê-la até a USP e vocês descobriram o câncer. Infelizmente, não adianta mais operá-la.
– Eu acho que o trabalho desse ambulatório vai dar apoio pra gente, mais do que pra ela – afirma Maria acariciando a mascote da família. A Neguinha é como se fosse uma filha pra gente. Esta semana está sendo muito difícil, doutora. Não conseguimos dormir à noite, é preciso colocar máquina de oxigênio a todo instante porque ela fica com falta de ar. A gente não sabe quanto tempo isso vai durar, né? Porque é imprevisto. Está muito difícil mesmo...

– Bem, dona Maria, aqui, não vamos conseguir resolver o problema da Neguinha. Mas tentaremos por meio de medicação, de orientação geral, dar qualidade de vida pra ela. Nosso lema é qualidade de vida. Não sei se por uma semana ou por um mês. O importante é que ela viva bem o tempo que lhe é permitido – diz Teresinha. Não posso adiantar se o câncer evoluirá de uma forma mais rápida ou não, se vocês terão que decidir em algum momento o que vai ser feito, mas digo que precisam ter consciência disso.

– Prefiro nem pensar nessa possibilidade – diz Maria com a voz quase rouca.

 

PACIENTE


Neguinha no momento da consulta. A vira-lata é tratada como um membro da família Sargiani

Teresinha se levanta e começa a examinar Neguinha. Faz com que ela ande pelo consultório e avalia sua mobilidade. Alguns minutos depois, retoma a conversa com as proprietárias.

– Pelo que observei a Neguinha está consciente, lúcida, interagindo com o ambiente e anda com algumas dificuldades. O que devemos fazer agora é diminuir a dor provocada pelo câncer e cuidar dos problemas de coluna que surgiram em decorrência da idade – afirma Teresinha. Mas, em geral, ela está bem.

– É, hoje ela está bem melhor mesmo – diz Tânia.
– E isso é normal. Alguns dias ela estará melhor, outros não estará tão disposta. O que vocês estão dando pra ela comer?

– Ela come tanto ração, quanto comida – responde Maria.

– Então, dona  Maria, a orientação que a senhora ouviu até hoje é que a ração para o animal é a melhor coisa. Mas, neste momento, o ideal é que a Neguinha se alimente. Se ela parar de comer, a situação clínica dela poderá piorar. Por isso, se a Neguinha quiser comer ração, a senhora deve dar. Se ela quiser comer arroz com frango, a senhora também deve dar. Ela gosta de fruta?
– Sim, ela come mexerica. Adora mexerica, laranja...
– Muito bom. Continuem dando essas frutas pra ela. Faz bem para o funcionamento do intestino.

Neste instante, Teresinha pega uma papeleta com uma escala de zero a dez e pergunta para Maria qual número representa a intensidade de dor que Neguinha está sofrendo naquele momento. Maria responde três. O critério, para muitos subjetivo, ajuda a avaliar a percepção do dono em relação à doença do bicho, explica a médica. A cada consulta o procedimento é repetido. “É uma medida necessária para que eu veja se meu trabalho está surtindo efeito”, diz Teresinha. “A partir do que o proprietário observa do comportamento do cão no dia a dia, posso ajustar o tipo de cuidado aplicado.”

Teresinha passa para a etapa final da consulta.

– A minha avaliação é que a cachorrinha de vocês está com um quadro clínico muito bom. Peço que mantenham a mesma medicação receitada pela clínica geral do hospital. Posso adiantar também que a Neguinha ficará um tempo conosco.

– Como assim? – questiona Maria de maneira assustada. Vocês vão interná-la?

– Não, calma, dona Maria! Quero dizer que vocês terão que voltar mais vezes aqui. Vamos marcar novas consultas.

– Ah, sim... Nossa, me deu um aperto no coração agora.

Tânia afirma que a família está bem abalada com a doença de Neguinha:

–Qualquer suspiro que a Neguinha dá pela noite a gente já acorda.

– Mas vocês estão acostumando ela mal – diz Teresinha. É bom dar conforto e atenção nesse momento, mas sem exageros.

– Nosso sofrimento aumentou muito depois da notícia... – afirma Maria.

– Isso não é bom pra vocês. Deixem ela viver a vida dela também. Relaxem! – diz Teresinha.

A consulta chega ao fim. Dentro de uma semana, Neguinha estará de volta para uma nova avaliação. Mais do que oferecer suporte médico, a equipe do ambulatório de dor e cuidados paliativos da USP precisa dar suporte emocional para os proprietários.

O lado dos médicos
 CUIDADO


A veterinária Denise Fantoni com Johnny. O cão tem metástase de um câncer
Na tarde em que Neguinha foi avaliada, o poodle Johnny, de 14 anos, também passou pelo ambulatório da USP. O animal começou a ser tratado ali em abril. No ano passado, um tumor foi identificado no baço do cachorro e extraído posteriormente em uma cirurgia. Mas a doença não desapareceu. E os efeitos da velhice só aumentaram. Johnny tem metástase do câncer na região dos linfonodos e graves problemas na coluna.
Assim como a cadelinha de Maria e Tânia Sargiani, Johnny é considerado um filho por sua proprietária, a psicóloga Denise Leite. Ela conta que decidiu criar o poodle por insistência de sua filha mais nova. Hoje, o cachorro virou parte essencial da família. “Eu trabalho o dia todo, mas sempre que posso dou um jeito de ir para casa e medicá-lo”, diz Denise. “Quando não posso, conto com a ajuda de uma pessoa que trabalha para mim.” Teresinha Martins afirma que Denise é uma proprietária muito dedicada e atenciosa, características fundamentais para o tratamento.

ENVOLVIMENTO


A veterinária Teresinha Martins posa para foto com quadro de cachorros ao fundo. Ela diz que é impossível não se comover com os casos atendidos no ambulatório

Casos como o de Johnny e Neguinha exigem preparo emocional dos veterinários envolvidos com os cuidados paliativos. Desde 2005, cerca de mil animais já foram atendidos no ambulatório. Em média, 400 consultas ocorrem todos os anos. É comum o proprietário demorar a aceitar a perspectiva da morte do seu bicho de estimação. “Atendemos pessoas que só vivenciam a perda quando chegam aqui”, diz Teresinha. “Por isso, precisamos ser um pouco psicólogos.” Professora da Faculdade de Medicina Veterinária da USP desde 1992, Denise Fantoni afirma que não consegue deixar de se envolver com as histórias e prefere atuar nos bastidores. “Choro mais que o proprietário”, conta. Ela lembra até hoje do caso de um italiano que veio ao consultório com sua cadela, uma labradora. Ela tinha um tumor no baço. Os cuidados paliativos estavam em andamento quando o tumor rompeu. “O proprietário chegou desesperado com a cadela no colo. Ela estava morrendo. Ele me abraçou e disse: ‘E agora, doutora? O que a gente faz? Se fosse a sua cachorra, a senhora sacrificava ou não?’. Depois disso, eu comecei a chorar no ombro dele. Foi algo muito triste”, diz Denise.
O momento da decisão do sacrifício é a etapa final do ciclo de cuidados paliativos. Isso significa que o bicho não está mais respondendo bem ao tratamento e começa a sofrer. “A gente estuda para salvar, não para matar”, diz Edlberto Rodrigues. “Mas eu acredito que a ferramenta da eutanásia quando bem utilizada é fundamental”, afirma Daniella Godoi. Apesar de concordar, Teresinha faz uma ressalva: “A eutanásia não é o nosso foco. Embora ela exista, nosso objetivo é trabalhar o proprietário para que ele dê o melhor tipo de cuidados ao seu animal. Seja por um, seja por vários dias.”

*Após a publicação da reportagem, fomos informados por meio do comentário de Tânia Sargiani (leia abaixo) que a vira-lata Neguinha morreu. Na madrugada de domingo (9) para segunda, o estado de saúde da cadela piorou. Na terça-feira pela manhã, Neguinha foi levada ao Hospital Veterinário da USP e teve que ser sacrificada. “Foi bastante difícil tomar essa decisão”, disse Tânia. “Mas não podíamos ser egoístas e deixar ela sofrer.”
AVALIAÇÃO

O questionário aplicado pelos veterinários do ambulatório de dor e cuidados paliativos da USP. Ele ajuda a melhorar a qualidade de vida dos animais

1. Você acha que a doença atrapalha a vida do seu animal?
2. O seu animal continua fazendo o que gosta (brincar, passear...)?
3. Como está o temperamento do seu animal?
4. O seu animal manteve os hábitos de higiene (lamber-se, por exemplo)?
5. Você acha que o seu animal sente dor?
6. O seu animal tem apetite?
7. O seu animal se cansa facilmente?
8. Como está o sono do seu animal?
9. O seu animal tem vômitos?
10. Como está o intestino do seu animal?
11. O seu animal é capaz de se posicionar sozinho para fazer as necessidades fisiológicas?
12. Quanta atenção o animal está dando para a família?

Fonte: Época

PS: Gente, confesso que chorei algumas vezes lendo tudo isso. Tomara que a Pepa e eu não tenhamos que passar por isso, nem quero pensar....

Patty- Mãe da Pepa


Pepa







quarta-feira, 12 de maio de 2010

Céu dos bichos – A vida espiritual dos animais que amamos

Livro explora a relação de afetividade entre seres humanos e seus bichos de estimação

Quando um animal de estimação morre, seu dono e/ou toda a família sofrem com a perda. Os pais dizem para os filhos que o animal foi para o céu, mas até que ponto as pessoas realmente sabem sobre a espiritualidade dos animais?

A médium e mestra espiritual mundialmente conhecida Sylvia Browne explica melhor essa questão no livro “Céu dos bichos – A vida espiritual dos animais que amamos”, lançado no Brasil pela Ideia e Ação.
Sylvia figura na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times e durante quarenta anos de pesquisas, de histórias verdadeiras coletadas em suas leituras e de sua própria experiência, ela mostra como os animais têm personalidades distintas, particularidades e hábitos que compõem seu espírito e sua alma.
Ela afirma que os animais vão para o céu. “Eles possuem habilidades que nos levarão a histórias impressionantes de laços criados com os seres humanos. Há ainda episódios vivenciados na companhia de animais – tanto neste mundo quanto do outro lado – que comprovam a ligação estreita que temos com nossos bichinhos.” – explica Sylvia.

Sylvia acredita que os animais possuem a capacidade de neutralizar energias negativas sem sequer precisarem absorvê-las, e refere-se a eles como anjos da guarda aqui na Terra. O livro explora, a partir de pesquisas cientificas e relatos pessoais, histórias de amor e lealdade entre os seres humanos e seus animais de estimação.

Sobre a autora


Sylvia Browne é a bem-sucedida autora de 46 livros, 22 dos quais figuraram na lista de Mais Vendidos do jornal The New York Times. Médium de prestígio, Browne auxilia a polícia e o FBI a desvendarem desaparecimentos e outros crimes misteriosos, além de trabalhar paralelamente com consultas mediúnicas para clientes particulares. A autora também fundou uma igreja própria chamada Society of Novus Spiritus, há mais de vinte anos.


No Brasil, encontram-se disponíveis as seguintes obras da autora: A vida do outro lado, A perfeição da alma, A natureza do bem e do mal, As bênçãos do outro lado, Ferramentas para a vida: a jornada da alma, O outro lado da vida: um guia psíquico para o nosso mundo, Sociedades secretas... e como elas afetam nossas vidas hoje, A vida mística de Jesus, Vidas passadas, curas futuras, Fim dos tempos: estudos, previsões e profecias e Viagem mística: como alcançar a elevação espiritual. Para saber mais sobre Sylvia e seu trabalho, acesse: http://www.sylvia.org/ e http://www.spiritnow.com/.
 
Céu dos bichos – A vida espiritual dos animais que amamos. – 208 páginas


Preço – R$ 39,90 (Informações da ascom/Matrix Editora)

terça-feira, 27 de abril de 2010

Passaporte para seu amigão: Cães e gatos terão documento para viajar ao exterior; regras ainda serão definidas

Passaporte para seu amigão: Cães e gatos terão documento para viajar ao exterior; regras ainda serão definidas

Por BRUNA TIUSSU

A poodle Miluxa coleciona mais viagens que anos de vida. Já voou 12 vezes para Portugal - “conhece” Coimbra, Lisboa e Porto - e visitou a Espanha. Em cada entrada ou saída da Europa, o mesmo processo: Maria Inês Vaz, a dona da cadela, precisou apresentar uma pasta de documentos no balcão de check-in, com atestado de saúde do animal assinado por veterinário, certificado sanitário internacional e carteira de vacinação (com antirrábica e as exigidas pelo país de destino). Burocracia que está com os dias contados.



Graças a um decreto publicado pelo governo brasileiro no fim de março, a dupla poderá substituir, na próxima viagem, a papelada por um passaporte internacional feito sob medida para a mascote. O objetivo é tornar mais ágil o embarque de cães e gatos brasileiros nos voos internacionais. O processo para solicitar a caderneta ainda vai ser definido.



O documento reunirá dados do animal, do dono e poderá ser apresentado na ida e na volta. Hoje, o atestado de saúde assinado por um veterinário, obrigatório, tem validade de dez dias. Se passar um período mais longo fora do Brasil, o dono tem de conseguir outro antes de regressar.



O passaporte, opcional, será expedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O órgão sugere também a implantação de microchips - já obrigatórios para entrar na União Europeia e no Japão - nos bichos que viajam com frequência, como forma de identificação eletrônica. A poodle Miluxa tem o seu. Do tamanho de um grão de arroz, é implantado em menos de 30 segundos. “Vejo como mais uma forma de fiscalização e segurança. Se eu perder a cadela, tenho como provar que ela é minha”, diz Maria Inês.



Cada empresa aérea faz suas normas para o transporte de cães e gatos. Algumas só aceitam levá-los como carga, no compartimento de bagagem. Outras permitem que sigam na cabine com o dono, dependendo de seu peso e tamanho - o limite costuma variar entre 6 e 10 quilos, incluindo a caixa onde o animal será acomodado.



Taxa



Todas as aéreas cobram taxas - o valor fica entre US$ 90 e US$ 180. E limitam o número de animais na cabine por voo: é recomendado fazer reserva com antecedência de 48 horas.



Se o animal for grande, não tem discussão, será despachado. Desde seu primeiro voo internacional, a labrador Maya, companheira de Ligia Rabay, segue como carga. Tinha apenas 6 meses - mas muitos quilos - quando veio da Tailândia para São Paulo. Nesta situação, as regras quase não mudam: o animal deve ser acomodado em uma caixa arejada, forrada, na qual possa ficar em pé e dar um giro de 360 graus.



Ligia diz que a experiência é segura. “Maya chegou bem, foi até tratada pelos funcionários na escala em Amsterdã. Sei disso porque embarcou na caixa forrada com jornal tailandês e chegou ao Brasil com outro, escrito em holandês”, conta.



Vôo proibido para humanos



Em julho do ano passado, cães e gatos ganharam uma aérea exclusiva nos Estados Unidos. A PetAirways voa para nove destinos no país e não aceita humanos. Os animais são transportados em caixas e vistoriados por um tripulante a cada 15 minutos. Donos ansiosos podem monitorar o voo do pet no site petairways.com.

Antirrábica é a principal vacina

A antirrábica é exigida por todas as companhias aéreas (internacionais e nacionais), independentemente do destino do voo. As empresas pedem que a dose tenha sido aplicada desde um mês a um ano antes do embarque. Em viagens ao exterior, o dono do animal deve verificar se o país de destino solicita outras vacinas.



Fonte: Jornal da Tarde

terça-feira, 28 de julho de 2009

Massagem para Cães


Os beneficios de uma massagem no seu amigo cão.


Dar massagens regulares ao seu amigo cão, é um grande benefício porque lhe proporcionará bem estar e ajudará no relaxamento dos seus músculos.
Segundo alguns veterinários, também melhora a força, coordenação e circulação sanguínea, restaurando sua flexibilidade. Também, aumentará os bons momentos de convivência entre você e o seu companheiro.
Vários estudos demonstraram que os donos que fazem massagem e acariciam seus amigos cães, mesmo sendo por um curto período, reduzem, significativamente, sua própria tensão arterial. Os pacientes de hospitais, quando convivem com os animais, fazem massagem e acariciam um cão ou gato, quase sempre melhoram mais rápido do que aqueles pacientes os quais não foi permitido dar-se ao luxo deste prazer.


Como fazer?


Para um melhor resultado, o bom é aplicar a massagem no cão, desde pequeno, apesar de que nunca é tarde para ser aplicada. Também vale para os cães adultos.
A massagem deve ser feita quando o cão esteja no seu colo ou no chão, em estado de relaxamento. Faça uma suave pressão com dois ou tres dedos, usando os movimentos circulares.
Comece fazendo massagens nas áreas específicas, como pelo pescoço e devagar vá indo pela lateral de suas costelas, utilizando seu dedo polegar de um lado das costelas e dedo índicador do outro lado. Sempre com movimentos suaves.
Durante a massagem fale suavemente e baixinho com seu cão, para ajudá-lo a relaxar.
Continue a massagem pelo corpo do seu cão. Embaixo das pernas é um ponto sensivel, por isto deve ser feito com mais cuidado e suavidade, até chegar embaixo de cada pata.
Fique ao lado do seu cão e friccione suavemente sua barriga com as pontas dos dedos em movimentos circulares.
Faça carícias também, na cabeça e sempre falando com ele em voz baixa.
Depois de terminada a massagem, de um prêmio delicioso para o seu cão.
Nunca obrigue o seu cão a aceitar massagens se ele não esteja disposto a isso.

Mais sobre massagem:

Cada vez mais, nossos cães compartilham de atividades e serviços que, até pouco tempo atrás, eram exclusividades humanas. Desde tecnologias médicas, a shoppings e galerias de arte. Mas você já pensou em fazer massagem no seu amigo canino? Quando, geralmente, pensamos em fazer uma massagem estamos com alguma dor ou desconforto físico e queremos melhorar, relaxar. Há, por exemplo, na Inglaterra a Canine Massage Therapy Centre (http://www.k9-massage.co.uk/), uma clínica de massagem exclusiva para cachorros que trata problemas de locomoção, apesar de ainda não ser uma terapia para cães reconhecida oficialmente. Nessa situação a massagem é utilizada na tentativa de ajudar a remediar algum problema já existente.
Há também a massagem feita com o intuito de investigar o corpo do cachorro, ajudando a descobrir possíveis problemas e, consequentemente, prevenir que piorem, pois identificando qualquer alteração podemos levar rapidamente nosso amigo canino ao médico veterinário, evitando que o estado se agrave. E essa massagens você pode e deve fazer em seu cachorro!
Como? Inicie como um afago que aos poucos vai se intensificando, e virando um carinho investigativo. Apalpe e mexa na cabeça, corpo, pernas, rabo, barriga, pele, pelos, músculos, ossos, patas, orelhas, ouvidos, focinho, boca, dentes. Fique sempre atento às reações do cão, que serão indicativas de haver alguma coisa errada ou não. Se ao fizermos a massagem ele demonstrar incômodo, desconforto, dor ou notarmos algo diferente devemos informar ao veterinário. Da mesma forma descobriremos os locais e como o cão gosta de ser tocado, que tipo de carinho mais lhe agrada. Quando mais você fizer a massagem melhor vai conhecer o cachorro fisicamente.
O médico veterinário também vai agradecer, pois o cachorro que recebe massagem se acostuma ao toque e manipulação, e vai deixar ser examinado com maior facilidade e muitas vezes até gosta. Além de você poder indicar com mais clareza o que está acontecendo de diferente com seu amigo canino.
Importante: massagem investigativa não substitui a consulta ao médico veterinário! Porém, colabora bastante, pois é uma forma de notar alterações no corpo de seu cachorro. Portanto, nunca hesite em levar seu amigo canino ao médico veterinário, pois apenas ele poderá diagnosticar qualquer problema e orientá-lo quanto às possíveis soluções.
Não podemos esquecer que para o cão deve ser divertido e confortável, por isso com o habito, ele ficará cada vez mais relaxado e aproximará a relação entre a pessoa que faz a massagem e o cão. Alguns cães ainda emitem aqueles sons de “hmmm que delicia”. Além de, é claro, ser muito satisfatório ver o cachorro gostando da interação.
“Quando adotamos o Nino da rua não sabíamos nada sobre seu passado. Pela dentição a veterinária disse que deveria ter entre um e um ano e meio. Todo descabelado e simpático, descobrimos, tempos mais tarde, que havia pernoitado em várias casas da região. Era sociável, mas um pouco medrosinho, fazia xixi sempre que nos aproximávamos de forma mais enfática. Ganhando a confiança aos poucos pudemos começar a fazer carinhos mais, digamos, investigativos. Mexe aqui, aperta ali, apalpa acolá, pressiona... tudo sempre com muito carinho e verificando a expressão facial e reações físicas dele. Afinal ele tem que gostar e não pode machucar. Se houver alguma indicação de desconforto ou dor avalio a intensidade do meu toque, mexo novamente e fico atenta àquela região. Posso ainda descobrir algo diferente, como um machucado, alguma alergia entre os dedos, um odor estranho vindo das orelhas ou boca. No Nino, que é inteiro cor de caramelo, fazendo esse carinho mais investigativo, conhecido também como massagem, descobrimos um único fio preto muito mais grosso que todos os outros. Nessa mesma ocasião notamos que havia algumas pequenas saliências nos dois antebraços. Ao mostrar para a médica veterinária tivemos uma surpresa, pois aquele fio era uma linha de operação de algum ponto interno e verificando as saliências descobrimos que eram pinos. Para certificar fizemos radiografias e veio a confirmação de que Nino tem uma placa de metal com seis pinos em cada antebraço. Descobrimos, assim, duas coisas, que Nino teve alguém que, de alguma forma, cuidou dele antes de nós e que não poderíamos fazer agility para não prejudicar e forças suas perninhas. E a partir daí ganhou mais um apelido: Bionicão, rsrs.”
Essa história é um exemplo simples da importância da massagem nos nossos amigos caninos.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Viajando com seu animal para o Exterior e de Avião





Viajando com seu animal para o Exterior e de Avião




Viajar com seu animal de estimação, não é tão difícil assim. Veja, a seguir, quais são os procedimentos: CÃES E GATOS EMBARQUE INTERNACIONAL: Para viajar para o Exterior é necessário um CZI (Certificado Zoosanitário Internacional) emitido pelo Ministério da Agricultura, gratuitamente, nos aeroportos internacionais. Para obtê-lo voce deve seguir os seguintes procedimentos:


Agendar, por telefone ou pessoalmente, uma consulta com o médico veterinário do Ministério da Agricultura localizado nos Aeroportos Internacionais.
Procurar o seu Veterinário e solicitar um "Certificado Sanitário" ou seja, um atestado de saúde. Com as seguintes informações:
raça;
nome;
origem do animal (informações do Pedigree se houver);
estado geral;
nome do proprietário (qualificação completa).
carteira de vacinação atualizada, (a vacina anti-rábica é obrigatória para animais com mais de 120 dias e deve ter sido aplicada há mais de 20 dias e há menos de um ano), assinado pelo médico veterinário. (Dados obrigatórios do comprovante de vacinação: etiqueta da vacina constando o laboratório, o tipo e o número da partida.)


IMPORTANTE: O CERTIFICADO SANITÁRIO E VÁLIDO POR 3 (TRÊS) DIAS DA DATA DE EMISSÃO. Com estes documentos e com o animal que será embarcado, você deve comparecer ao posto do Ministério da Agricultura que você agendou previamente, para que ele seja examinado pelo veterinário, daquele departamento, que irá emitir o CZI. Com o CZI em mãos seu animal esta apto a viajar. IMPORTANTE: O CZI É VÁLIDO POR 8 DIAS DE SUA EMISSÃO PARA O EMBARQUE, PERDENDO A VÁLIDADE APÓS ESTE PRAZO.
ATENÇÃO: Veja Nomas e Procedimentos para comunidade Européia excepto Reino Unido Normas e procedimentos necessários para emissão de documentação de embarque para pequenos animais com destino a países da Comunidade Européia excepto Reino Unido*


”Regulamento (CE) 998/2203 do Parlamento Europeu e do Conselho de 26 de maio de 2003, faz-se necessárias as seguintes exigências para o envio de animais para a Comunidade Européia: 1) Microchip padrão internacional - I.S.O. 11784 / 11785; 2) Teste sorológico para Raiva em Laboratório credenciado pela Comunidade Européia; 3) Cumprimento de quarentena residencial por período de 90 dias após realização do teste sorológico (contados a partir da data emitida no laudo), para emissão da documentação de permissão de embarque e desembarque. Condições para realização do teste sorológico para raiva: 1) Animal deve estar vacinado, em período superior a 30 dias e inferior a 11 meses da data de vacinação; 2) Jejum alimentar de 6 a 8 horas; 3) Apresentar cópia da carteira de vacinação com dados do veterinário e das vacinas utilizadas em condições legíveis; 4) No dia agendado para a realização do teste trazer a carteira de vacinação original. Dados necessários a serem apresentados para realização do exame: 1) Do proprietário: ·Nome completo ·Endereço no Brasil e/ou exterior - para possível reemissão de 2a via do laudo ·Telefones para contato 2) Do animal: ·Nome ·Espécie (canino/felino) ·Raça ·Data de Nascimento ·Cor da pelagem 3) Da vacina utilizada: ·Nome ·Fabricante ·Data de aplicação no animal ·Número do lote (Ex: 003/04) ·Data de fabricação ·Data de validade De posse do laudo e após a quarentena de 90 dias, o proprietário/responsável pelo(s) animal(s), poderá solicitar o CZI conforme acima.


OFÍCIO CIRCULAR Nº 2004/DDA Brasília, DF, 22 de dezembro de 2004. PROCEDIMENTO PARA O ENVIO DE ANIMAIS AO REINO UNIDO REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA


DEPARTAMENTO DE DEFESA ANIMAL FONE: +55 (61) 218 2701 / 2726 / 2729 – FAX: +55 (61) 226 3446 OFÍCIO CIRCULAR Nº 2004/DDA Brasília, DF, 22 de dezembro de 2004.
Aos Senhores Delegados Federais de Agricultura nos Estados e no Distrito Federal
Assunto: Procedimentos para o envio de animais de companhia para o Reino Unido
Senhor Delegado,
Informamos que os procedimentos para o envio de animais de companhia para o Reino Unido não são aqueles que constam no Regulamento (CE) 998/2203 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de maio de 2003.
Conforme orientações da Embaixada do Reino Unido em Brasília, fomos informados de que os animais a serem exportados, deverão permanecer quarentenados por um período de 06 meses, em um estabelecimento quarentenário aprovado pelo DEFRA (Department of Environment Food and Rural Affairs), no Reino Unido, onde serão submetidos a exames clínicos e laboratoriais. É necessário que o interessado pela exportação faça uma reserva prévia em um desses quarentenários aprovados.
Os documentos necessários para a exportação serão emitidos pelo DEFRA, após a solicitação pelo exportador ao DEFRA, da Licença de Importação (Import Licence) . O exportador receberá então um documento chamado Boarding Document (já preenchido e assinado por um Representante do DEFRA) e o Red Label (que deverá estar anexado à jaula/caixa que o animal será transportado). Sendo assim não será necessária nenhuma documentação emitida por parte do MAPA, sendo necessária apenas a fiscalização pelo VIGIAGRO da comprovação da documentação descrita acima.
As listas de estabelecimentos quarentenários aprovados pelo DEFRA encontram-se no site http://www.defra.gov.uk/animalh/quarantine/index.htm, bem como informações mais detalhadas sobre os procedimentos para exportação dos animais de companhia para o Reino Unido. Somente alguns portos e aeroportos do Reino Unido encontram-se credenciados para receber estes animais. Os portos são: Dover Eastern Docks, Harwich, Parkeston Quay, Hull, Portsmouth e Southampton. Os aeroportos são: Birmingham, Leeds, Edinburgh,



OFÍCIO CIRCULAR Nº 2004/DDA Brasília, DF, 22 de dezembro de 2004. PROCEDIMENTO PARA O ENVIO DE ANIMAIS AO REINO UNIDO
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA DEPARTAMENTO DE DEFESA ANIMAL FONE: +55 (61) 218 2701 / 2726 / 2729 – FAX: +55 (61) 226 3446 OFÍCIO CIRCULAR Nº 2004/DDA Brasília, DF, 22 de dezembro de 2004.
Aos Senhores Delegados Federais de Agricultura nos Estados e no Distrito Federal
Assunto: Procedimentos para o envio de animais de companhia para o Reino Unido
Senhor Delegado,
Informamos que os procedimentos para o envio de animais de companhia para o Reino Unido não são aqueles que constam no Regulamento (CE) 998/2203 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 26 de maio de 2003.
Conforme orientações da Embaixada do Reino Unido em Brasília, fomos informados de que os animais a serem exportados, deverão permanecer quarentenados por um período de 06 meses, em um estabelecimento quarentenário aprovado pelo DEFRA (Department of Environment Food and Rural Affairs), no Reino Unido, onde serão submetidos a exames clínicos e laboratoriais. É necessário que o interessado pela exportação faça uma reserva prévia em um desses quarentenários aprovados.
Os documentos necessários para a exportação serão emitidos pelo DEFRA, após a solicitação pelo exportador ao DEFRA, da Licença de Importação (Import Licence) . O exportador receberá então um documento chamado Boarding Document (já preenchido e assinado por um Representante do DEFRA) e o Red Label (que deverá estar anexado à jaula/caixa que o animal será transportado). Sendo assim não será necessária nenhuma documentação emitida por parte do MAPA, sendo necessária apenas a fiscalização pelo VIGIAGRO da comprovação da documentação descrita acima.
As listas de estabelecimentos quarentenários aprovados pelo DEFRA encontram-se no site http://www.defra.gov.uk/animalh/quarantine/index.htm, bem como informações mais detalhadas sobre os procedimentos para exportação dos animais de companhia para o Reino Unido.
Somente alguns portos e aeroportos do Reino Unido encontram-se credenciados para receber estes animais. Os portos são: Dover Eastern Docks, Harwich, Parkeston Quay, Hull, Portsmouth e Southampton. Os aeroportos são: Birmingham, Leeds, Edinburgh, Manchester, London Gatwick,
Prestwick, Glasgow, Belfast e London Heathrow.
Atenciosamente,
JORGE CAETANO JÚNIOR
Diretor do DDA
C/c:
Secretaria de Defesa Agropecuária
Oscar de Aguiar Rosa Filho
Coordenador do VIGIAGRO
Chefes de SSA das Delegacias Federais de Agricultura nos Estados e no Distrito Federal
ATENÇÃO - Para animais com destino ao Japão.
Para animais com destino ao Japão, entrar em contato diretamente com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (responsável Dra.Regina Shizuko Uno), através dos fones: (11) 3251-5742, (11) 3251-0400, (11) 3287-8988, para maiores informações.
É importante salientar que para a obtenção das informações corretas e específicas de cada País deve-se sempre consultar a Embaixada ou Consulado do Pais para onde você vai levar o seu animal.
CONDIÇÕES DE TRANSPORTE: É importante salientar que a forma de transporte deve ser consultada na Cia aérea, marítima ou rodoviária escolhida, pois há variação de como transportar seu animal.
DESEMBARQUE INTERNACIONAL:
O animal que irá desembarcar no Brasil deverá portar o CZI emitido por médico veterinário oficial do Ministério da Agricultura do país de origem.
Portar comprovante de vacinação anti-rábica (deve ter sido aplicada há mais de 20 dias e menos de um ano).
Estes documentos exigidos para trânsito internacional deverão ser apresentados junto com o animal aos médicos veterinários do Ministério da Agricultura na área da Alfândega para vistoria e posterior emissão de termo de liberação.
Na falta de qualquer um dos documentos exigidos para o trânsito internacional o animal será devolvido à origem sob a responsabilidade da companhia aérea transportadora.


EMBARQUE E DESEMBARQUE DOMÉSTICO:

Para transportar seu animal de um estado ao outro é necessário o GTA - Guia de Trânsito Animal.
Este documento pode ser emitido tanto pelo Ministério da Agricultura (gratuitamente) ou por médicos veterinários particulares, credenciados pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento. *Consultar a listagem dos veterinários credenciados no Setor Ministério da Agricultura Serviço de Sanidade Animal.
Para a emissão do GTA é necessário:
Exame do animal pelo médico veterinário credenciado que emitirá o documento;
Apresentação do comprovante de vacinação anti-rábica (deve ter sido aplicada há mais de 20 dias e menos de um ano), assinado por médico veterinário. Dados obrigatórios do comprovante de vacinação: etiqueta da vacina constando o laboratório produtor, o tipo e o número da partida.
IMPORTANTE: Validade do GTA: 03 (três) dias para todo o território nacional.
OBSERVAÇÃO: Para animais da Fauna Brasileira deve ser seguido o mesmo procedimento porém, acrescido de um parecer (autorização) do IBAMA - http://www.ibama.gov.br/. Com este documento em mãos deve-se tomar as mesmas providências para embarque de cães e gatos.
Para animais de grande porte entre em contato com o Ministério da Agricultura pois, o procedimento é mais complexo. LOCAIS QUE SE ENCONTRAM OS DEPARTAMENTOS INDICADOS PARA OBTENÇÃO DO CERTIFICADO ZOOSANITÁRIO INTERNACIONAL E NACIONAL São Paulo: Ministério da Agricultura - Serviço de Sanidade Animal Rua 13 de Maio, 1558 - 3o. andar Tels.: (011) 251-0400 / 251-5742 Fax.: (011) 284-6944 Atendimento: das 14 às 17 horas. Aeroporto de Guarulhos - Setor Ministério da Agricultura Serviço de Sanidade Animal Telefax: (011) 6445-2800 Atendimento: Diariamente das 08 às 12 horas e das 14 às 18 horas. Inclusive sábados, domingos e feriados. Campinas: Aeroporto Internacional de Viracopos Setor Ministério da Agricultura Serviço de Sanidade Animal Telefax: Tel. (0XX19) 725.5402 Atendimento: das 08 às 17 horas de 2a. a 6a. feira. É importante agendar co antecedência. Rio de Janeiro: Vigiagro Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro TPS 1 Setor Verde - Sala 1019 - 1o. andar Desembarque doméstico Tel: (021) 398-3169 / 398-3773


Fax: (021) 393-8099 Atendimento: das 08 às 17 horas de 2a. a 6a. feira.
IBAMA - Maiores informações - Departamento de Vida Selvagem- DEVIS, da Diretoria de Ecossistemas- DIREC/IBAMA, SAIN - L4 Norte - Ed. Sede do IBAMA - Cep.70.800-200 - Brasília - DF.


quinta-feira, 18 de junho de 2009

Recolha a minha caca, por favor!

Campanha anti-caca

Pessoal, ontem (quarta- feira, 17/06/09) li na página 2 do Jornal Zero Hora (wwww.zerohora.com) na sessão"Palavra do Leitor" a seguinte frase: "Todos os dias, vejo gente levando seus cães para defecarem em frente a residência dos outros, sem a menor cerimônia", o título dessa matéria é "Donos sem Educação".

Fiquei muito triste e surpresa ao saber que ainda existe pessoas que não recolhem as fezes de seu melhor amigo. As pessoas têm razão em reclamar, não custa nada para pessoas que têm cães, levarem uma sacolinha pode ser até as de mercado mesmo (já que elas poluem tanto, que pelo menos sirvam para algo mais do que simplesmente trazê-las do mercado para casa) para recolher o cocô de seus Bichinhos. Além de higiênico e bonito (pois as pessoas reparam e comentam...."olha lá eles recolhem o cocô, se todos fizessem assim..."), também estamos prevenindo a disseminação de muitas doenças como viroses, vermes, bicho geográfico, dermatites, além de contaminarem outros cães.

Nossos cães têm todo o direito de passear nas praças, nas ruas, mas as pessoas também têm o direito de ter as ruas, as praças, os jardins livres de cocô e do mal cheiro que as fezes deixam. Algumas pessoas não recolhem os dejetos de seus animais porque desconhecem o mal que isso provoca, mas tenho certeza que se tomarem conhecimento desses problemas, mudarão de conduta.

Existe uma lei que pode ser aplicada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Smam) que especifica o ato de "ser flagarados" não recolhendo as fezes e implica a uma multa de R$ 236,00.

Você não acha que há motivos de sobra para recolher o cocô de seu cão?


Em Camboriú há cartazes como esse.A idéia legal e penso que todas as prefeituras deveriam adotar idéias como essa.






Idéias Inteligentes:





TREINAMENTO DE HIGIENE - DICAS:


SUPERVISIONE – Na verdade esta é a dica mais importante de todas. Quanto mais você supervisonar o seu peludo para que ele tenha oportunidade de fazer o xixi e cocô no lugar certo e não no errado, mais rápido ele irá aprender a usar o local que você escolheu para ser usado como banheiro. Infelizmente, um cachorro que passa o dia todo sozinho, praticamente não tem chance de aprender a usar um único lugar como banheiro, porque isso não é natural para eles.
Os instintos de nossos amigos dizem a eles que a urina é um importante elemento na marcação de seus territórios, então, na natureza, quanto mais eles deixarem um xixizinho aqui, e outro ali, melhor será para demarcar suas “posses”. Isso é especialmente importante para os machinhos. Através da nossa “marcação serrada” podemos antecipar a vontade de nosso peludo de fazer suas necessidades e ao levá-lo para o local adequado e premiá-lo por fazer direitinho estaremos criando um novo hábito, bem mais vantajoso para ele.
SEJA PACIENTE - Um filhote não tem controle total da bexiga e do esfíncter até completar uns 7 meses de idade. Então tenha paciência porque mesmo que ele queira ir até o local correto, pode ser que ele perceba que está apertado tarde demais. É muito normal que acidentes aconteçam e é importante não ficar irritado, bravo, ou impaciente com o filhote.
Não existe uma regra para quanto tempo um cachorro leva para aprender a fazer xixi e cocô no lugar certo, mas em média a gente espera que demore de 3 a 6 semanas se você fizer a sua parte direitinho. Este prazo vai depender também das experiências prévias do seu peludo, e de quanto o canil onde ele vivia era limpo.
Alguns cachorros vão aprendendo muito bem até que entre 6 e 8 semanas depois de iniciado o treinamento parece que eles desaprenderam tudo. Outros parecem que não aprendem nada e “de repente” começam a fazer tudo certinho. Esses comportamentos são normais e fazem parte da forma como o seu peludo retém as experiências e elabora seu aprendizado. Nada de pânico. Concentre-se nas pequenas vitórias. Enquanto o peludo estiver fazendo cada vez mais certo do que errado é sinal de que vocês estão no caminho certo. E é isso que vale.
ESCOLHA BEM O LOCAL - a área usada como banheiro deve ser afastada de onde fica a cama, a comida, os brinquedos e a água do seu amigão. Cães detestam serem forçados a sujar o local onde dormem e comem. Além disso, procure escolher um local onde não seja passagem direta das pessoas, nem onde é área de trabalho dos empregados. Como seu cachorro pode aprender a fazer xixi e cocô no lugar certo se um dia estão lavando roupa, ou passando, exatamente onde ele deveria estar se concentrando para fazer suas necessidade? O mesmo vale se você escolheu um local que nos dias de chuva fica encharcado. Não vai funcionar!
ESCOLHA O MELHOR MATERIAL – Cães gostam de fazer xixi e cocô em uma superfície bem absorvente. Por isso eles gostam tanto de usar a grama ou o seu tapete como banheiro. Se você optar por usar jornal, certifique-se de usar várias folhas para elas absorverem o Maximo de xixi sem ficar fazendo poça. O Papel Obedience, o Tapete Higiênico Limpet Pads e o Sanitário Pipi Dollys são bem mais absorventes do que o jornal comum. No caso do Sanitário Pipi Dollys o custo x benefício é, sem dúvida, muito atraente, já que basta lavá-lo com água para ele estar pronto para ser usado para sempre.
Outra coisa importante é usar algum recurso para não deixar as folhas de papeis saírem voando com o vento. Ter o banheiro todo espalhado não é nada atraente para o peludo. Papel voando é para brincar, não para fazer xixi, certo? Lembre-se também de deixar bantante espaço disponível para seu usado como banheiro. Peludos gostam de rodar e rodar, e cheirar, e se ajeitar, antes de fazer seu xixi ou cocô. Muitas vezes, tanto esmero só serve para ficar com as patas no jornal e o bumbum do lado de fora. Uma pequena tragédia!
MANTENHA O BANHEIRO SEMPRE LIMPO – Mesmo os cachorros porquinhos gostam de ter seu banheiro limpo. Mantendo a área designada para seu peludo fazer xixi e cocô sempre limpa e seca facilita muito para que ele se sinta confortável em voltar lá quando estiver apertado. Por outro lado, se o local estiver cheio de xixi, ou de cocô seu peludo vai procurar um espaço mais limpo para se aliviar e vai aabar perdendo a referência de qual é o lugar certo. Um jornal cheio de xixi é muitas vezes o motivo pelo qual o peludo acaba fazendo xixi em um lugar e cocô em outro, por exemplo.
Aliás, você sabia que é bom evitar que seu cão lhe veja limpando o banheiro dele? Muitos cães acabam tentado “imitar” o nosso comportamento e tentam limpar o local sozinhos...comendo cocô ECA!
Mas manter o local limpo não quer dizer deixar sem nada lá. Certifique-se que sempre haja um jornalzinho, um papel ou um tapetinho higiênico disponível para o caso de seu peludo precisar se aliviar. Igualmente, não deixe o Sanitário Pipi Dollys esperando muito tempo para ser lavado. Não use desinfetantes fortes no local onde você quer que ele use como banheiro. Cheiros fortes podem funcionar como repelente.PERMITA QUE SEU CÃO TENHA ACESSO À CASA, SEMPRE SUPERVISIONADO – Os peludos que não podem entrar em casa enquanto estão sendo treinados a usar o banheiro são os que costumam fazer xixi assim que conseguem dar uma escapadinha. Isso porque a novidade de entrar os deixam tão excitados que eles não conseguem se controlar. Isso sem falar com a necessidade de marcar este novo território.
Visitas periódicas, com liberdade vigiada, produzem ótimos resultados a médio e longo prazo. Outra coisa importante é não deixar o cachorro trancado na área que ele deve usar como banheiro. Ficar trancado lá, por mais do que 10 minutos pode fazer com que o peludo fique com medo de voltar para fazer xixi e acabe ficando preso. Ou seja, ele acaba evitando ir na área reservada para banheiro. O melhor a fazer é deixar o peludo ter acesso a uma área maior do que a do banheiro dele (cozinha e aérea de serviço ao invés de só a aérea de serviço, por exemplo) e levá-lo sempre que você achar que ele precisa se aliviar até o local escolhido. Fique por ali, evitando que o peludo se afaste do banheiro e assim que ele se aliviar faça muita festa e deixe que ele volte a ter acesso a área maior.
Nunca associe coisas desagradáveis com o banheiro dele, como por exemplo: dar bronca em cima ou muito perto do local a ser usado como banheiro; ficar limpando ou esfregando as patas sempre que ele fizer xixi; prendê-lo no local do banheiro como castigo.
NÃO DEIXE COMIDA DISPONÍVEL O DIA TODO – A não ser que você receba orientação explicita do veterinário para deixar a comida sempre disponível é melhor ter horários fixos para alimentar seu peludo e retirar qualquer resto de comida depois de cerca de 30 minutos. Assim o organismo dele funcionará melhor e os horários para fazer xixi e cocô ficam mais regulares e previsíveis.LEVE SEU PELUDO PARA PASSEAR TODOS OS DIAS – Passear na rua é muito importante parar a saúde física e mental do seu amigão. Fazer xixi e cocô só na rua pode lhe deixar “escrava”, então é sempre bom deixar uma área disponível em casa, mas 2 ou 3 passeios por dia são essenciais para os cães marcarem território na rua e não em casa.
VALORIZE MAIS OS ACERTOS DO QUE OS ERROS – Acredite: os peludos aprendem muito mais rápido quando são recompensados do que quando levam bronca. Toda vez que você vir o seu bicho fazendo xixi ou cocô no lugar certo faça um monte de carinhos e festinha, ou dê um pedacinho de petisco. Não brigue quando você encontrar um xixi o cocô onde não devia. Deixe a bronca (e basta ser com uma voz bem desagradável e firme para o peludo se tocar que está errado) para quando você pegar o meliante no ato. Bater, esfregar focinho ou ficar batendo com jornal só vai deixar o bicho mais confuso e ansioso. Nenhum benefício prático.
Pense, converse com seu veterinário e avalie todas as vantagens da castração – em muitos casos a castração é a solução para problemas de higiene (e até de problemas comportamentais) que, de outra forma, nunca serão resolvidos satisfatoriamente. Ao contrário do que alguns pensam a castração não traz nenhum prejuízo para o peludo – em termos de saúde até evita várias doenças – não é sentença de que seu cão irá ficar obeso, e muito menos de que vai ficar moleirão.
Antes de pensar em se desfazer do seu peludo, de uma chance à castração. Não é milagre, mas é uma grande chance de que você consiga manter seu melhor amigo em sua companhia.

Fontes: Jornal Zero Hora http://www.zerohora.com/

Site: Vida de Cão (neste site você pode imprimir um folheto da campanha anti-caca) http://www.vidadecao.com.br/cao/index2.asp?

Site: www.bitcao.com.br/cachorro-56.htm

Além da minha própria opinião, é claro....