Mostrando postagens com marcador Adote um cão portador de necessidade especial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Adote um cão portador de necessidade especial. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de março de 2011

Próteses e soluções são desenvolvidas para salvar animais amputados, paraplégicos e tetraplégicos

Até agora, animais paraplégicos, tetraplégicos e amputados, não tinham outra opção – eram eutanasiados, para evitar uma vida de dor e sofrimento. Mas esta perspectiva sombria está mudando, com a criação de próteses, por vários veterinários, ortopedistas, e engenheiros, em todo o mundo.

(Foto: Young Kwak/AP)


Stumpy, um canguru que vive em um santuário para animais, em Ohio, EUA, ganhou uma prótese de perna, que reproduz o movimento dos cangurus, e foi desenvolvida por veterinários licenciados pela Sociedade Americana de Ortopedia.

(Foto: http:domescobar.blogspot.com)


A águia Beauty como foi encontrada num bosque do Alasca, com parte do bico arrancada por um tiro, e depois da aplicação da prótese. À direita, pesquisadores americanos finalizam o implante de náilon. Mas essa não é a prótese definitiva – ela receberá um bico mais resistente, de titânio.

(Foto: http:domescobar.blogspot.com)


O golfinho Fuji utiliza prótese feita de borracha, que substitui a cauda, perdida devido a uma doença desconhecida.

(Foto: http://veja.abril.com.br/180608/p_140.shtml)


Desenvolver uma prótese para um elefante, pode-se imaginar, é tarefa complexa. Tanto que a elefanta tailandesa Motala só ganhou um modelo – ainda provisório – seis anos após pisar numa mina terrestre e sofrer a amputação da pata dianteira esquerda. Feita de lona e serragem, a prótese pesa dez quilos e é presa ao corpo por uma atadura. Os veterinários já estão trabalhando em um modelo mais leve, de fibra de vidro e silicone, para substituí-la.

(Foto: http://veja.abril.com.br/180608/p_140.shtml)


O cão Maulee, que vive na Geórgia, Estados Unidos: a pata, arrancada por uma ceifadeira de trigo, foi substituída por uma prótese de madeira e fibra de carbono.
Várias técnicas estão se multiplicando, dentre elas, a chamada de integração óssea – uma placa de titânio é aplicada na ponta do osso, onde é encaixada a prótese. O encaixe fica firme, e o número de infecções e dor, causados pelo atrito, ficam diminuídos. Essa técnica ainda está sendo aperfeiçoada.


No Brasil, já temos uma solução econômica para ajudar animais tetraplégicos, criada pela ambientalista baiana Scheyla Bittencourt – é uma cadeira de quadro rodas em PVC, uma versão da cadeira de duas rodas, para animais paraplégicos. A tetraplegia e a paraplegia não inibem os órgão vitais como pulmões, intestinos, rins, coração. E assim, o animal, com certos cuidados, pode levar uma vida normal. Muitos animais, nessas condições, vivem até uma idade avançada.
A ambientalista é a idealizadora do Projeto Malu que age protegendo animais carentes e com deficiência corporal.








terça-feira, 14 de setembro de 2010

Acolher animais com deficiência física é um gesto de generosidade que pode transformar positivamente a vida dos donos

A história dos companheiros de lar Pepe e Puff tinha tudo para acabar sem final feliz. O anjo da guarda dos cachorrinhos, a administradora de empresas Fernanda Martins Luza, 30 anos, não tem dúvida de que agiu certo quando abrigou os amiguinhos, que passaram por poucas e boas antes de serem resgatados da rua. Ambos possuem deficiências sérias. “E, hoje, vivem bem e muito felizes, mais até do que muitos cachorros que conheço”, garante a dona.



Apaixonada por bichos desde a infância, Fernanda resolveu adotar seu primeiro pet especial em 2008, quando soube, por meio da Organização Não Governamental (ONG) Bsb Animal, da história de Pepe. O cãozinho foi encontrado com apenas 30 dias de vida, enrolado em panos, embaixo da roda de um carro. “Ele estava lá para que o carro passasse por cima dele”, acredita. O abandono cruel teria relação com o defeito de nascença do vira-lata, que tem três patas. "Isso não muda nada, ele vive como qualquer outro cachorro e nem nota que é diferente. Corre, pula, brinca", diz a dona.



Comovida com o trabalho da Bsb Animal, Fernanda se juntou ao grupo de voluntários. Como a ONG não tem abrigo próprio, cabe a eles levar os bichos encontrados na rua para casa e providenciar os cuidados até o momento da adoção. Pela casa da administradora já passaram cerca de cem cachorros. Puff, o segundo da lista, a princípio não ficaria, mas a amizade com Pepe convenceu a incoporá-lo à família. O poodle abricó, encontrado em Ceilândia sem pelos e com sarna, tem uma deficiência congênita nas patinhas traseiras que, segundo a dona, não interfere na convivência. "Ele só anda um pouquinho diferente dos demais cães", observa.



Segundo a coordenadora da ONG, Márcia Dias, a maioria dos animais abandonados é vítima de maus-tratos. "Infelizmente é a realidade que vivemos no Distrito Federal", constata. Diferentemente do que muita gente pensa, adotar não é complicado, embora seja um processo criterioso. É só procurar uma ONG que preste esse tipo de serviço e demonstrar, além de interesse, responsabilidade e compromisso com o novo amigo. A experiência pode ser extremamente gratificante, como foi para Fernanda Luza. "A gente aprende a ser mais humano, mais compreensivo, mais gente mesmo", admite.



Fonte: Correio Braziliense