terça-feira, 15 de março de 2011

Carneiros foram mortos e tiveram seus corpos pendurados para realização do programa "Solitários"

Carneiros foram mortos e tiveram seus corpos pendurados para realização do programa "Solitários" (Imagem: Reprodução/SBT)



Às 23h15min desta quarta-feira (9) foi ao ar mais um polêmico episódio do programa “Solitários”, criado originalmente nos EUA, e exibido no Brasil pelo SBT, em formato adaptado.
Uma das provas do programa iniciou ao som da conhecida trilha usada no filme “Psicose”, enquanto os participantes eram inseridos em salas com um cadáver de carneiro pendurado. Isso significa que nove carneiros foram mortos para a realização dessa prova de absoluto mau gosto. O desafio proposto a cada participante era arrancar com as próprias mãos 3 kg das carcaças suspensas.
Uma das participantes ficou indignada com a prova e se recusou a cumpri-la. “Que judiação, que maldade”, afirmou Stephanie, mineira de 25 anos, com a voz embargada de horror ao ver o corpo do animal pendurado no meio da cabine. “Que cruel fazer uma prova dessa com o bichinho, tadinho”, disse a participante, muito emocionada. Ela começou a chorar e se negou a fazer a prova: “não quero fazer essa prova, eu não acho certo colocar um animal morto pendurado aqui pra gente tirar a carcaça dele…”, revoltou-se Stephanie. “Acho isso muito desumano”, completou a participante.
A personagem Val, responsável pela apresentação e condução do programa, provoca a participante dizendo que não entende sua indignação com relação à prova. Stephanie responde, então: “isso é um absurdo: deixar um animal assim é muito cruel, ainda mais com a cabecinha virada para trás”.
Com exceção de Stephanie, todos cumpriram a prova com poucas dificuldades.
Em determinado momento do programa, Val perguntou à participante 1 (Stephanie) se ela usava couro. A participante ficou confusa, dizendo que sim, que usava artigos de couro, mas que não era obrigada a ver a realidade brutal por trás do que ela veste.
Apesar de afirmar usar couro, Stephanie declarou ao final da prova que é vegetariana e que não consome carne há algum tempo.
Já o participante André, 41 anos, vegetariano, não teve grandes dificuldades para cumprir o desafio e sentiu-se injustiçado ao saber que uma outra participante recusou-se a fazer a prova. Além de não se recusar a fazer a prova, André reprovou agressivamente a atitude de Stephanie, alegando que todos deveriam fazer o que é solicitado – independentemente do que fosse. O comportamento de André mostra que seu vegetarianismo não está ligado à compaixão pelos animais e que o prêmio de 50 mil reais, dado ao vencedor do programa, é o fator mais importante dentre os seus princípios.
Ao final da prova, foi servido a cada participante um bife supostamente feito a partir da carne obtida na prova do carneiro. Quem não quisesse comer a carne poderia optar por uma barra de cereal. Além de Stephanie e André, recusou-se a comer o bife a participante Tatiana, de 28 anos. Apesar de adorar comer carne, Tatiana sentiu nojo do prato oferecido. Ao ser questionada por que se recusava a comer a carne, já que fazia isso todos os dias, a participante foi acusada de incoerência pela apresentadora Val. A jovem designer de moda ficou confusa e emitiu a seguinte resposta: “eu não sou contra comer carne vermelha, mas sim contra maltratar os bichinhos”, demonstrando não ter a mínima compreensão do que estava dizendo, já que a carne que ela adora comer todos os dias é feita a partir da tortura e do assassinato de seres inocentes.
 Retrato da Sociedade
Ao mesmo tempo que o programa utiliza recursos cruéis e desnecessários com a evidente intenção de ganhar audiência, acidentalmente acaba por trazer à tona uma incongruência vivida por grande parte da nossa sociedade.
O quadro apresentado, em especial o dilema vivido por Stephanie e a contraditória postura de Tatiana, revela um triste retrato que é o fenômeno produzido pela indústria da exploração de animais, a que chamamos de dissociação.
Essa dissociação consiste em consumir o produto do sofrimento e da exploração de animais, sem conseguir associar os horrores vividos por eles para a obtenção desses mesmos bens de consumo.
Essa dissociação é fruto do condicionamento da mente humana a uma espécie de esquecimento, provocado, por sua vez, pelo distanciamento da cruel realidade a que são submetidos os animais torturados e mortos por essa mesma indústria.
Com o apoio de uma grande mídia voltada para as futilidades e não para formação de humanos dignos, e de uma lei pouco funcional no que se refere aos direitos animais, a indústria da exploração de animais segue com o extermínio de vidas inocentes, oferecendo os seus produtos cruéis a um público cego pelo condicionamento.
Muitas pessoas sentem afeição e compaixão por cães ou gatos, e no entanto consomem carne, leite ou ovos – todos produtos obtidos a partir do sofrimento de outras espécies de animais. Neste fato reside a prova da dissociação ou especismo: devemos compaixão apenas a algumas espécies e às outras, devemos apenas a nossa indiferença, passividade e crueldade.
Todos os animais são dotados de senciência, ou seja, todos sentem e sofrem da mesma forma que nós, humanos.
O programa “Solitários”, ainda que com uma intenção sensacionalista, funcionou como um espelho, expondo uma grande verdade a todos que quisessem ver: nossa sociedade vive de mentiras, tem atitudes incoerentes com seus discursos e está muito longe de ser pacífica e compassiva para com todos os seres vivos que habitam este planeta.
Mas não é preciso matar animais para fazer esse tipo de provocação. Existem formas mais inteligentes e éticas de ensinar as pessoas a verem a si mesmas – ou mesmo, de angariar audiência.

Abuso Sexual de Animais: Um tema recorrente em criadouros

Escrito por: Shawna Flavell (PETA); Traduzido por Víctor Lemes.
Durante nossas investigações, trabalhadores disfarçados documentam alguns eventos extremamente sérios, perturbadores e doentes – incluindo o abuso sexual de animais, desde porcos a perus. Infelizmente, a violência sexual contra animais de fazendas não é uma ocorrência muito incomum. Devo alertá-los – o que vocês estão prestes a ver e ler não é para os fracos de coração.
Nossa investigação secreta em um criadouro de porcos em Iowa (EUA) revelou que um supervisor enfiou uma bengala na vagina de uma porca. O mesmo supervisor disse que ele introduziu com força barras de portão dentro dos ânus de alguns porcos que, segundo ele, o frustraram.
Em outro matadouro, uma investigação do PETA viu – além de outras crueldades horríveis – um trabalhador que enfiou o dedo dentro da cloaca (vagina) de um peru. Outro trabalhador fingiu estuprar um peru cujas pernas e cabeça ele tinha algemado.
Em um criadouro de perus Aviagen Turkeys, Inc., em West Virginia, a “companhia líder-mundial de criação de aves”, um trabalhador foi indiciado por crueldade em animais após ser pego em um vídeo prendendo uma perua no chão e mimetizando estuprá-la. Quando entrevistado pela polícia, ele admitiu declaradamente ter feito o mesmo com dezenas de outros perus.
Quando o escritor Jim Mason trabalhou por um dia como um criador de perus, ele descobriu que como perus tem sido geneticamente manipulados para crescer tanto a ponto de chegar ao nível de não mais poderem se acasalarem naturalmente, os empregados devem manualmente extrair o sêmen dos machos e manualmente inseminarem as fêmeas. Em explorações leiteiras, uma vaca será frequentemente e forçadamente reprimida para que, então, ela não possa escapar quando um instrumento de inseminação for introduzido em sua vagina. Empregados de fazendas de criação de porcos confinam javalis em minúsculos “carros” e os desfilam em frente à porcas para que então eles possam olhar e tocar os genitais dos animais, a fim de determinar qual é o melhro tempo para inserir o tubo de sêmens de porco nelas.
Cruel, chocante, perverso, e sádico – e este tipo de violência sexual acontece todos os dias em fazendas de criação. As indústrias de carne e lacticínios até consideram que alguns deles são as “práticas padrão”. É por isso que estamos esperando ter este cartaz publicado muito em breve, mas até lá, continuamos a insistir para que todos se tornem veganos. Ajude a acabar com esse horrível abuso de animais em matadouros/criadouros para sempre!

(tradução do cartaz: “Sua carne já foi molestada? Descubra a verdade perturbadora em PETA.org”)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

4 de Outubro: Dia do Cão

Pepa tirando uma soneca no seu dia

O cão é um mamífero na ordem Carnivora. Os cães domesticated dos lobos menos de 15.000 anos há de acordo com a notícia de BBC, ou talvez assim que 100.000 anos há baseados no fossil genetic recente e na evidência do DNA. Neste tempo, o cão tornou-se centenas das raças com um grau grande de variação. Por exemplo, as alturas nos withers variam apenas de algumas polegadas (tais como o Chihuahua) a aproximadamente três pés (tais como o Wolfhound Irish), e as cores variam de branco ao preto, com vermelhos, aos cinzas (chamados geralmente azul), e aos marrons que ocorrem em uma variação tremenda dos testes padrões.



Os cães, como seres humanos, são animais altamente sociais e esta similaridade em seu teste padrão behavioral total esclarece seus trainability, playfulness, e abilidade caber em casas humanas e em situações sociais. Esta similaridade ganhou a cães uma posição original no reino de relacionamentos dos interspecies. A lealdade e a devoção que os cães demonstram como parte de seus instintos naturais enquanto os animais do bloco imitam pròxima a idéia humana do amor e do friendship, conduzindo a muitos proprietários do cão ver seus animais de estimação como membros desenvolvidos da família. Inversamente, os cães parecem ver seus companheiros humanos como membros de seu bloco, e fazem a poucos, se algum, a distinções entre seus proprietários e a cães do companheiro. Os cães enchem uma variedade dos papéis na sociedade humana e são treinados frequentemente como cães trabalhando. Para os cães que não têm trabalhos tradicionais, uma escala larga de esportes do cão fornece a oportunidade de exibir suas habilidades naturais. Em muitos países, mais a terra comum e talvez a maioria de papel importante dos cães é como companheiros. Os cães viveram com e trabalharam com os seres humanos em assim muitos papéis que sua lealdade ganhou lhes o mais melhor amigo ao sobriquet do “homem original.” Inversamente, algumas culturas consideram cães ser unclean. Em algumas culturas, determinados tipos de cão podem ser usados como o alimento.


O cão da palavra, no uso comum, consulta ao cão doméstico do animal de estimação, familiaris do lupus de Canis (classificados originalmente como familiaris de Canis por Linnaeus em 1758. Em 1993, os cães foram reclassificados como um subspecies do lobo cinzento, de “lupus Canis,” pela instituição Smithsonian e a sociedade americana de Mammalogists.) a palavra é usada às vezes consultar coletivamente a todo o mamífero que pertence à família Canidae (como “na família do cão”), como lobos, raposas, e chacais. As constelações Canes Venatici, major de Canis e o menor de Canis é nomeado da palavra Latin para o “cão,” para sua semelhança percebida aos cães. Uma designação alternativa foi apresentada também, que fosse nomear os familiaris do lupus F. de Canis do cão ou os familiaris L. de Canis. Esta terminologia foi considerada acurate por geólogos e zooarcheologist por um quando, desde que os cães não seriam os subspieces um do lobo se a designação acima fosse considerada correta, mas os 450 subspieces do lobo. A designação foi apresentada por um grupo dos cientistas no artigo “nomear de animais selvagens e de seu Deriatives doméstico” no jornal da ciência Archeological *31 em 2004.


Cuiosidades:


Sons: Os cães detectam os sons tão baixos como os 16 a 20 hertz de escala de freqüência (comparada a 20 a 70 hertz para seres humanos) e tão altamente quanto 70.000 a 100.000 hertz (comparados a 13.000 a 20.000 hertz para os seres humanos), e além têm um grau de mobilidade da orelha que lhes ajuda localizar ràpidamente a posição exata de um som. Dezoito ou o mais músculos podem inclinar, girar e levantar ou abaixar a orelha de um cão. Adicionalmente, um cão pode identificar a posição de um som muito mais rapidamente do que uma lata do ser humano, as well as ouve sons até quatro vezes a distância que os seres humanos podem a. Aqueles com formas mais naturais da orelha, como aquelas de canids selvagens gostam da raposa, ouvem-se geralmente mais melhor do que aquelas com as orelhas mais flexíveis de muitas espécies domesticated.


Cheiros: Os cães têm quase 220 milhão pilhas cheiro-sensíveis sobre uma área sobre o tamanho de um lenço do bolso (comparado a 5 milhão excessos um a área o tamanho de um selo de porte postal para seres humanos). Algumas raças foram produzidas seletivamente para o excellence em detectar scents, comparado mesmo a seus irmãos canine. Que informação um cão detecta realmente quando scenting não é compreendido perfeitamente; embora uma vez que uma matéria do debate, ele parece agora ser poço - estabelecido que os cães podem distinguir dois tipos diferentes de scents ao arrastar, um ao scent do ar de alguma pessoa ou ao coisa que passassem recentemente perto, assim como um scent à terra que remanescesse detectável por um período muito mais longo. As características e o comportamento destes dois tipos de fuga do scent pareceriam, após algum pensamento, para ser completamente diferentes, o scent do ar que é intermitente mas obscurecido talvez mais menos por scents competindo, visto que o scent à terra seria relativamente permanente com respeito à busca cuidadosa e repetitiva pelo cão, mas pareceria ser contaminado muito mais com outros scents. Em todo o evento, é estabelecido por aqueles que treinam seguir cães que é impossível ensinar ao cão como seguir melhor do que naturalmente; o objeto é referivelmente motivate corretamente o, e ensina-o manter o foco em uma única trilha e ignorar toda a outra que possa de outra maneira parecer de um interesse mais grande a um cão untrained. Uma busca intensive para um scent, por exemplo procurarando um navio pelo contraband, pode realmente muito desgastar-se para um cão, e o cão deve motivated para continuar durante um longo período este trabalho duro do tempo.


Comportamento: Como dito antes, os cães são animais muito sociais, mas este varia em como um cão é tratado por seus proprietários e pelos povos que possa estar ao redor (exemplos: abuso, starvation, etc. físicos) ao operar-se em um bloco, agem completamente em uma maneira interessante.

Origem do cão doméstico: Este mosaic antigo, Roman provável, mostra a um cão grande com uma caça do colar um leão.O systematics Molecular indica que o cão doméstico (familiaris do lupus de Canis) desce de um ou mais população de lobos selvagens (lupus de Canis). Como refletido na nomenclatura, os cães são descidos do lobo e podem assim interbreed com lobos.


O relacionamento entre o ser humano e o canine tem raizes profundas. O remains do lobo foi encontrado na associação com o remains hominid que data de 400.000 anos há. A evidência archaeological e genetic Converging indica um momento do domestication no Paleolithic superior atrasado perto limite Pleistocene/Holocene, entre 17.000 e 14.000 anos há. As morfologias Fossil do osso e a análise genetic de populações atuais e antigas do cão e do lobo não puderam ainda determinar conclusively se todos os cães descem de um único evento do domestication, ou se os cães domesticated independentemente em mais de uma posição. Os cães Domesticated podem interbred com populações locais de lobos selvagens em diversas ocasiões (introgression so-called).


Os fossils os mais adiantados do cão, crania dois de Rússia e um mandible de Germany, data de 13.000 a 17.000 anos há. Seu antepassado provável é o lobo do norte grande de Holarctic, lupus do lupus de Canis. O Remains de cães menores dos depósitos da caverna de Mesolithic (Natufian) em o Oriente Médio, datado a ao redor 12.000 anos há, foi interpretado como descendentes de um lobo Asian de um sudoeste mais claro, árabes do lupus de Canis. A arte da rocha e o remains esqueletal indicam aquela por 14.000 anos há, cães estavam atuais de África norte através de Eurasia a America do Norte. Os enterros do cão no cemetery de Mesolithic de Svaerdborg em Dinamarca sugerem que aquele em cães antigos de Europa era companheiros avaliados.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Bichos também se emocionam

Os animais não são máquinas insensíveis, movidas a estímulos como preconizou o filósofo Descartes. São seres com sentimentos, inteligência, memória, sujeitos a sofrimentos físicos e psíquicos. Assim defende a médica veterinária da Universidade de São Paulo (USP), Irvênia Luiza de Santis Prada, autoridade mundial na comunidade científica na área de Neuroanatomia Animal.



Ela afirma que, desde a década de 60, já está superado o pensamento que limita a capacidade dos bichos. Em recente palestra sobre as emoções dos animais, proferida durante o II Congresso Brasileiro de Bioética e Bem-Estar Animal, ela mostrou que espécies que vivem estressadas, presas ou maltratadas, acabam desenvolvendo males orgânicos. Estes podem se manifestar na pele, ou na forma de diarreias e úlceras, numa espécie de somatização. As chamadas doenças somatizadas não são "privilégio" dos humanos.


Ela contextualiza que a ciência sabe da manifestação da vida. E toda matéria viva é sensível a estímulos do ambiente. Todo ser vivo existe por meio do circuito estímulo-processamento-resposta. No caso dos animais, sejam humanos ou não, o processo prevê dois componentes, um subjetivo e outro objetivo. São as sensações e as emoções, respectivamente. No processamento, há o sentir. Já a resposta fica no âmbito das emoções. É quando o indivíduo, humano ou não, põe para fora o que sentiu a partir do estímulo recebido. Vale lembrar que a palavra emoção deriva do ex (para fora) e do moção (movimento).


"O animal percebe alguns estímulos no ambiente, que entram no seu organismo e vai até o cérebro. Ao processar, tem a sensação. Ao colocar para fora o que está sentindo, expressa a emoção. Por meio de sinais fisiológicos ou do comportamento, demonstra o que está sentindo. Daí compreendermos que a emoção é uma experiência objetiva e sensação, uma experiência subjetiva", explica ela. Isto coloca desafios para as áreas da ciência e todas as atividades humanas que são relacionadas aos animais.


Cérebro trino


Com base nos estudos do pesquisador Mac Lean, a veterinária aponta que se pode identificar a existência do chamado cérebro trino no ser humano, que equivale a três cérebros, cada um correspondente a uma etapa evolutiva diferenciada e fundamental. A mesma estrutura observa-se em alguns mamíferos. Na parte mais profunda, há o Complexo Reptiliano, com funções neurais básicas relativas à reprodução e auto-preservação, regulação cardiovascular e respiratória, comportamento agressivo, demarcação territorial, entre outras. Nos peixes, anfíbios e répteis, é praticamente esse encéfalo o existente.


Na segunda parte do encéfalo, ainda considerando Mac Lean, a pesquisadora aponta o Sistema Límbico, correspondente a estruturas relacionadas à expressão de comportamento acompanhados de emoção. São as emoções primárias básicas, relativas aos comportamentos de auto-preservação e perpetuação da espécie, manifestados por medo, raiva, prazer e outros. Irvênia Prada mostra que o Sistema Límbico circunda o complexo reptiliano e mostra-se bem em todos os animais mamíferos. Por fim, envolvendo as duas primeiras partes, vem o Neocortéx, um complexo de diferentes funções, tornando-se progressivamente mais desenvolvido nos mamíferos mais evoluídos como o ser humano, chipanzés e golfinhos.


No Neocórtex se observam regiões chamadas lobos: fontal, relacionado à deliberação e regulação de ações e comportamentos; pariental, responsável pelo intercâmbio de informações com o restante do corpo; temporal, ligado à noção espacial e algumas funções associativas complexas, como memória; e occipital, relacionado à visão. Segundo Irvênia Prada, a diferença entre os cérebros dos seres humanos e dos demais animais mamíferos dá-se mais em termos de proporção entre as partes. "Em todos os mamíferos, a organização do cérebro é a mesma do ser humano. O cérebro inicial tem uma representação avantajada, o córtex sensório-motor também, mas a área pré-frontal é menos desenvolvida e varia de dimensão nas diversas espécies animais. Nos primatas e golfinhos, ela já se mostra bem desenvolvida".



Ela explica que, na expressão do comportamento, por meio do Sistema Nervoso Autônomo (SNA), há dois aspectos: a fluência e a disfluência comportamental. Na primeira, os animais exteriorizam atitudes mais harmônicas, como se observa nas atividades de zooterapia com cavalos e cães entre crianças e idosos ou o cão-guia acompanhando cegos. Na disfluência, os bichos expressão profundo mal-estar. Organicamente apresentam respiração acelerada, músculos tensos, pupilas dilatadas, secreções de hormônios do estresse como adrenalina e cortisol, além de picos de pressão arterial. Assim são as cenas de animais brigando ou sendo maltratados em vaquejadas, rodeios ou outras situações comprometedores do seu bem-estar. Na disfluência comportamental, estão em ação estruturas do Sistema Límbico. Já nos momentos de fluência, que requerem atitudes mais elaboradas, até sutis, entra em ação os circuitos do Neocórtex.


Assim como os seres humanos, os bichos também ficam sujeitos a distúrbios mentais que são somatizados no corpo. Ela cita o caso de uma cadela que atuou no Iraque como farejadora de bombas. Após três anos de trabalho, o animal expressou transtornos pós-traumáticos, semelhantes ao verificados nos humanos.


"A visão cartesiana está ultrapassada. Coloca-se um desafio para os cientistas, a sociedade, todo mundo que trabalha com espetáculos para diversão humana, pesquisas em laboratório, das pessoas que trabalham com produtos alimentícios de origem animal. Devemos enxergar o animal como um ser que sofre. Não precisamos perguntar se eles têm cérebro, se têm consciência. Basta perguntar se eles sofrem. Isto já é um forte indício de que o ser humano tem que mudar sua atitude em relação aos animais. Eles sofrem, não só fisicamente, nas lesões orgânicas. Sofrem transtornos mentais também".


Inteligência

"Os animais são seres inteligentes e com sentimentos"

Irvênia Prada

Médica Veterinária
Lobos cerebrais

4 áreas compõem o encéfalo nos mamíferos. São os lobos cerebrais frontal, pariental, occipital e temporal. O encéfalo é formado pelo cérebro, o cerebelo e o tronco encefálico.

MAIS INFORMAÇÕES

Irvênia Prada nos livros "A Alma dos Animais" e "A Questão Espiritual dos Animais"

irvenia @yahoo.com.br

Fonte: Diário do Nordeste

sábado, 18 de setembro de 2010

Declaração Universal dos Direitos do Animal

A UNESCO aprovou em 1978, em Paris, a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL, seguindo a mesma trilha filosófica da Declaração Universal dos Direitos do Homem, votada há 30 anos pela ONU. O Dr. Georges Heuse, secretário geral do Centro Internacional de Experimentação de Biologia Humana e cientista ilustre, foi quem propôs esta Declaração (da qual o Brasil é signatário) .
DECLARAÇÃOArt. 1º- Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.Art. 2º- O homem, como a espécie animal, não pode exterminar outros animais ou explorá-los violando este direito; tem obrigação de colocar os seus conhecimentos a serviço dos animais.Art. 3º- 1) Todo animal tem direito a atenção, aos cuidados e a proteção dos homens.2) Se a morte de um animal for necessária, deve ser instantânea, indolor e não geradora de angústia.Art. 4º- 1) Todo animal pertencente a uma espécie selvagem tem direito a viver livre em seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, e tem direito a reproduzir-se.2) Toda privação de liberdade, mesmo se tiver fins educativos, é contrária a este direito.Art. 5º- 1) Todo animal pertencente a uma espécie ambientada tradicionalmente na vizinhança do homem tem direito a viver e crescer no ritmo e nas condições de vida e liberdade que forem próprias da sua espécie;2) Toda modificação desse ritmo ou dessas condições, que forem impostas pelo homem com fins mercantis, é contrária a este direito.Art. 6º- 1) Todo animal escolhido pelo homem para companheiro tem direito a uma duração de vida correspondente á sua longevidade natural;2) Abandonar um animal é ação cruel e degradante.Art. 7º- Todo animal utilizado em trabalho tem direito à limitação razoável da duração e da intensidade desse trabalho, alimentação reparadora e repouso.Art. 8º- 1) A experimentação animal que envolver sofrimento físico ou psicológico, é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de experimentação médica, científica, comercial ou de qualquer outra modalidade;2) As técnicas de substituição devem ser utilizadas e desenvolvidas.Art. 9º- Se um animal for criado para alimentação, deve ser nutrido, abrigado, transportado e abatido sem que sofra ansiedade ou dor.Art. 10º- 1) Nenhum animal deve ser explorado para divertimento do homem;2) As exibições de animais e os espetáculos que os utilizam sãoincompatíveis com a dignidade do animal.Art. 11º- Todo ato que implique a morte desnecessária de um animal constitui biocídio, isto é, crime contra a vida.Art. 12º- 1) Todo ato que implique a morte de um grande número de animais selvagens, constitui genocídio, isto é, crime contra a espécie;2) A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem aogenocídio.Art. 13º- 1) O animal morto deve ser tratado com respeito;2) As cenas de violência contra os animais devem ser proibidasno cinema e na televisão, salvo se tiverem por finalidade evidenciar as ofensas aos direitos do animal.Art.14º- 1) Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem ter representação em nível governamental;2) Os direitos do animal devem ser defendidos por lei como os direitos humanos.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Cachorro não odeia gato e vice-versa.

Na realidade, as duas espécies são predadoras e, naturalmente, não querem outro bicho metido no seu espaço, disputando poder. Além disso, o instinto de caça e a curiosidade do cão despertam quando vê os movimentos do felino. Por isso, o persegue. O bichano, que não é bobo, foge movido pelo instinto de sobrevivência.


Entretanto, esse comportamento não é regra. Os bichos podem viver pacificamente juntos. Mas isso depende bastante da forma como são educados pelos donos. Até mesmo há casos em que a cadela amamenta e protege gatinhos órfãos. O contrário também ocorre.

Os irmãos Rubens Gomes da Silva Júnior, 10 anos, e Izidora dos Santos Silva, 9, de Ribeirão Pires, sabem que a harmonia entre as espécies é possível. Na casa deles, o pitbull Levy e a pastora-alemã Bete convivem sem problema com os gatos Sony e Kelly.
"Os quatro nunca brigaram. O Levy é o mais bonzinho. Parecia o pai de outra gatinha que a gente tinha", conta Rubens. Na residência também existe um casal de canários, que não são incomodados pelos felinos. "Ficaria preocupada se eles não se dessem bem. Precisa ter paz entre os bichos, como também deveria ter entre as pessoas", afirma Izidora.

Os pets de Ligia, 11, e do irmão Lerrandro dos Santos de Souza, 4, de São Bernardo, também são amigos. O cão Pingo só corre atrás do gato Mimi para brincar. Segundo a menina, jamais se machucaram. Às vezes, os bichos até descansam juntinhos. "Mimi é o mais mandão. Entra de intrometido na casa do Pingo e come a comida dele. O cachorro não faz nada", diz Ligia.

As espécies têm personalidades muito diferentes. O cão é companheiro dos humanos desde que foi domesticado, há milhares de anos. Por isso, depende desse contato para sobreviver. Em geral, é brincalhão e bagunceiro. Late e abana o rabo para expressar o que sente.

O gato é mais quieto, solitário e independente. Só faz o que realmente quer, não se preocupa em agradar ninguém. É bastante ágil e nem sempre demonstra os sentimentos. Independentemente das diferenças, os dois podem ser ótimas companhias.

Contato ocorre aos poucos

A chegada de outro pet na casa nem sempre é bem recebida pelo bicho que está há mais tempo. Por isso, a aproximação entre ambos deve ser feita aos poucos e com bastante segurança, principalmente se forem de espécies diferentes. Assim, não corre-se o risco de se machucarem.

No caso do cão e do gato, a dica dos especialistas é oferecer petiscos e brinquedos no momento em que são colocados juntos; dessa forma, associam a presença do outro a coisas boas.

Tanto os cachorros quanto os bichanos têm de aprender a respeitar regras e limites. Não podem achar que são os donos da casa. Esses ensinamentos devem ser passados pelos donos, mas nem sempre é possível. Em alguns casos, é necessário receber ajuda de profissionais para conseguir educá-los.

Cão não come gato

O gato, não é presa natural do cachorro. Os dois são predadores. Assim como eles, outros animais na natureza podem se estranhar por desejarem ser os reis do pedaço. Nas savanas africanas, isso ocorre entre leões e hienas. Na Índia, lobos e tigres também disputam alimento e território.

A cadeia alimentar - na qual vegetais e bichos servem de comida para os outros - é representada por uma pirâmide. Os predadores, como os grandes felinos e o homem, estão no topo dela. Ao lado, estão os seres chamados decompositores, fungos e bactérias que se alimentam e ajudam na decomposição de animais mortos.

Abaixo dessa turma estão os herbívoros (girafa, hipopótamo, vaca, zebra, veado, entre outros) que comem os vegetais. As plantas, por sua vez, formam a base da pirâmide.

A existência das espécies depende do equilíbrio da cadeia alimentar. Se a quantidade dos predadores aumentasse demais, as presas desapareceriam em pouco tempo. Assim, os carnívoros não teriam o que comer e também morreriam.

Sem amigos - Quem se dá mal de verdade é o rato. A chance do roedor se dar bem com o cachorro e o felino praticamente não existe. O motivo? É presa natural do bichano. Além disso, algumas raças de cães foram treinadas no passado para caçá-lo e, assim, não permitir que se transformasse em praga nas fazendas e casas.
Cães e gatos têm de se unir para derrotar mal no cinema

Bichos superinteligentes com equipamentos de última geração se unem para derrotar um inimigo em Como Cães e Gatos - A Vingança de Kitty Galore, que acaba de chegar às telonas. No filme em 3D, a gata Kitty Galore decide bolar um plano infalível contra todos os cachorros, gatos e humanos. Mas tanta maldade tem explicação: a bichana se tornou cruel depois que foi expulsa da casa dos donos. Abandonada, deixou a organização ultrassecreta de gatos espiões para colocar em prática a ideia maligna.

Ao descobrir as primeiras crueldades, os cachorros espiões - treinados para proteger as pessoas - decidem se juntar à turma dos felinos para derrotar Kitty. Para ajudá-los, convidam o atrapalhado cão Shane, responsável por muitas falas engraçadas no longa, que utiliza técnica live action, na qual atores reais atuam com animações feitas pelo computador.

Apesar das diferenças, cachorros e gatos aprendem lição valiosa: não precisam se odiar, o que importa é o respeito que um deve ter pelo outro.Seria bom se todos os homens descobrissem o mesmo.



Fonte: Diário do Grande ABC

Acolher animais com deficiência física é um gesto de generosidade que pode transformar positivamente a vida dos donos

A história dos companheiros de lar Pepe e Puff tinha tudo para acabar sem final feliz. O anjo da guarda dos cachorrinhos, a administradora de empresas Fernanda Martins Luza, 30 anos, não tem dúvida de que agiu certo quando abrigou os amiguinhos, que passaram por poucas e boas antes de serem resgatados da rua. Ambos possuem deficiências sérias. “E, hoje, vivem bem e muito felizes, mais até do que muitos cachorros que conheço”, garante a dona.



Apaixonada por bichos desde a infância, Fernanda resolveu adotar seu primeiro pet especial em 2008, quando soube, por meio da Organização Não Governamental (ONG) Bsb Animal, da história de Pepe. O cãozinho foi encontrado com apenas 30 dias de vida, enrolado em panos, embaixo da roda de um carro. “Ele estava lá para que o carro passasse por cima dele”, acredita. O abandono cruel teria relação com o defeito de nascença do vira-lata, que tem três patas. "Isso não muda nada, ele vive como qualquer outro cachorro e nem nota que é diferente. Corre, pula, brinca", diz a dona.



Comovida com o trabalho da Bsb Animal, Fernanda se juntou ao grupo de voluntários. Como a ONG não tem abrigo próprio, cabe a eles levar os bichos encontrados na rua para casa e providenciar os cuidados até o momento da adoção. Pela casa da administradora já passaram cerca de cem cachorros. Puff, o segundo da lista, a princípio não ficaria, mas a amizade com Pepe convenceu a incoporá-lo à família. O poodle abricó, encontrado em Ceilândia sem pelos e com sarna, tem uma deficiência congênita nas patinhas traseiras que, segundo a dona, não interfere na convivência. "Ele só anda um pouquinho diferente dos demais cães", observa.



Segundo a coordenadora da ONG, Márcia Dias, a maioria dos animais abandonados é vítima de maus-tratos. "Infelizmente é a realidade que vivemos no Distrito Federal", constata. Diferentemente do que muita gente pensa, adotar não é complicado, embora seja um processo criterioso. É só procurar uma ONG que preste esse tipo de serviço e demonstrar, além de interesse, responsabilidade e compromisso com o novo amigo. A experiência pode ser extremamente gratificante, como foi para Fernanda Luza. "A gente aprende a ser mais humano, mais compreensivo, mais gente mesmo", admite.



Fonte: Correio Braziliense