quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Para os peludinhos os fogos de artifício podem ser um motivo de estresse


Sortudo é o tutor de um animal que nem se mexe na hora dos fogos ou de trovões. É desesperador ver o medo que muitos sentem com esses barulhos altos. Alguns se escondem, outros procuram os tutores tremendo e pedindo por socorro, fogem, machucam-se e, em casos extremos, até morrem, por acidente ou se tiverem problema cardíaco.
“Os surtos de pânico acontecem porque os cães e gatos têm uma audição muito mais aguçada do que os seres humanos”, explica a veterinária Janaína C. R. dos Reis, de São Paulo.
Especialistas acreditam que eles ouvem cerca de quatro vezes mais do que nós. Você pode imaginar como esses sons são apavorantes para os pobrezinhos, não é?
Com o objetivo de ajudar os animais, muitos tutores dão calmantes fortes, o que é extremamente perigoso. Exatamente da mesma forma que acontece com os humanos, remédios não podem ser administrados aos animais sem a indicação de um médico veterinário.
Ele poderá receitar medicações homeopáticas e florais que costumam ser bastante úteis para controlar o medo do seu bichinho. “O efeito é variável de animal para animal, mas na maioria dos casos surte um resultado bom”, conta Janaína. Nos casos em que a vida do animal corre perigo, o veterinário até pode receitar um sedativo.
A educadora e orientadora de cães Yara Hirano Zemdegs, de São Paulo, ensina um truque para ir, aos poucos, mostrando aos animais que os fogos de artifício não são perigosos. Na linha dos exercícios de dessensibilização, esse é um trabalho preventivo e gradativo que associa coisas positivas aos estímulos negativos (barulho) recebidos. Veja como fazer:
Procure um CD que toque as simulações dos sons de fogos de artifício, bombas, trovão e barulho de chuva. Há alguns à venda ou você pode baixar pela internet.
Comece tocando bem baixinho para o animal, em horas pontuais, como no momento em que o cão se alimenta e nas horas das brincadeiras preferidas dele, sempre com a sua presença e interação.
Faça deste momento algo bom. Brinque, converse, mantendo sempre uma atitude positiva.
Nunca aumente o som repentinamente, apenas aos poucos, e se ele não estiver notando o barulho.
Faça o exercício de forma gradativa, todos os dias, se possível. Comece com alguns segundos, até chegar a um tempo máximo de cinco minutos de treino.
Quando os fogos forem reais, tente associar com a comida ou com alguma brincadeira que ele adore. No começo ele pode não aceitar, porque o desconforto é enorme, mas com o treino isso irá mudando.
“O importante é que você fique perto dele, cuidando para que não se machuque. Nestas horas, tudo pode acontecer, desde fugas, afogamentos, ficar entalado em algum móvel até enforcamentos”, alerta Yara.
Por isso, deixá-lo preso com correntes não é a melhor solução para evitar as escapadas. O ideal é que ele realmente não tenha espaço para fugir.
Claro que os barulhos nem sempre podem ser previstos e você pode não estar presente para supervisionar. Por isso, perceba qual é o lugar que ele gosta de ficar para se esconder e torne esse canto o mais confortável e seguro possível. O algodão no ouvido não funciona 100%, mas abafa um pouco o som.
“Se o tutor não puder estar perto do animal no momento, deixe um rádio ou TV ligados, com som alto”, sugere Janaína. Lembre que os fogos de artifício não são disparados apenas na virada do ano, mas também em momentos decisivos de campeonato de futebol.
A professora de educação física Adriana Santinelli Walch, 32 anos, tem três cachorros, mas só a Nina, 10 anos, tem medo de barulho – fogos, trovões e ônibus. “Ela fica apavorada. A respiração fica ofegante, as pupilas dilatam, o corpo treme e ela procura o primeiro colo que vê pela frente. Quando o estresse é prolongado, ela nem come”, conta. Quando era pequena, a cadelinha arranhou tanto a porta em um momento de medo, que quando Adriana voltou para casa, havia sangue por todos os lados. Depois disso, ela começou os treinos de dessensibilização com Nina. Ela já apresentou algumas melhoras, mas a grande prova deve ser na próxima virada de ano. “O tratamento é longo e as melhoras são bastante lentas. Mas acho que vai valer a pena o esforço”.
A estudante de psicologia Melissa Mejitarian, 18 anos, tem em casa três cães medrosos. Quando aparece a situação de estresse, ela procura ficar perto deles. “Costumo pegá-los no colo, sentar no chão e acolher os três juntos e conversar com a voz calma”.
Muitos tutores acreditam que mimar os peludinhos enquanto estão com medo vai reforçar o próprio medo e fazê-los acreditar que há motivos para o estresse. Mas pesquisas provaram que essa teoria não faz sentido.
Ph.D. em psicologia canina e autora de diversos livros sobre comportamento canino, a norte-americana Patricia McConell escreveu um artigo sobre o tema, onde afirma que “para um cão, nenhuma quantidade de carinho faz valer a pena ter um ataque de pânico”. No entanto, conta, uma pesquisa mostrou que os níveis de cortisol (substância que aumenta quando qualquer espécie está estressada) não diminuem quando os animais recebem carinho. “Outros hormônios e neurotransmissores, no entanto, aumentam, como a ocitocina, prolactina e beta-endorfina, substâncias associadas a bons sentimentos e laços afetivos.
Então, mesmo que acariciar seu cão não diminua o nível de cortisol associado ao estresse, ele é positivo porque provoca outras boas sensações”, defende Patricia.
Portanto, se você se sente melhor ao mimar seu animal de estimação quando percebe que ele está com medo, e nota que ele também fica mais calmo, continue fazendo isso.

Cachorro se esconde de fogos de artifício e é morto a facadas no Paraná

Cão se refugiou em bueiro (Foto: Adonei Bonfim)
Cão se refugiou em bueiro (Foto: Adonei Bonfim)


Um cachorro morreu após ser esfaqueado no último sábado (31), em Guarapuava (PR). Testemunhas contam que ele fugiu de uma residência no meio da tarde, assustado com os fogos de artifício que estouravam na região, e se escondeu na garagem da casa de um homem, que o atacou. De acordo com os relatos, o cachorro não tinha raça definida, era dócil e não reagiu.
Foram pelo menos oito facadas, segundo o funcionário do canil municipal, Aldonei Bonfim, que realizou o resgate do cão ainda com vida após receber ligações de moradores. Ele encontrou o animal em um bueiro a cerca de 100 metros da casa do suposto agressor. “Aonde cortou aparecia o pulmão do cachorro”, contou Bonfim ao G1. Ele afirmou que parte das pernas, a boca e focinho foram os locais mais atingidos.
O cachorro foi levado ao veterinário, anestesiado, mas não resistiu aos ferimentos. “Não aguentou, ele perdeu muito sangue”, disse Bonfim. Ele suspeita que o cachorro tivesse dono, pois estava com uma coleira e era bem tratado, mas ele não foi localizado.
Quando conversou com a reportagem, Bonfim estava na delegacia de polícia para verificar as providências legais que poderiam ser tomadas. Ele disse que a Sociedade Protetora dos Animais de Guarapuava irá acionar o suspeito na Justiça. “A gente quer fazer alguma coisa para punir. Se ele fez com um animal, pode fazer com um ser humano”, protestou.
O G1 não localizou o suspeito para comentar o assunto. A denúncia do caso foi feita por uma leitora do G1.
Fonte: G1

Que tristeza....

Saiba como viajar de carro com seu cão

Alguns cães podem achar que viajar pode ser uma aventura divertida junto à família. Mas para outros, pode ser uma experiência amedrontadora e traumática. Para garantir que seu cão chegue são e salvo ao destino é importante atentar a alguns cuidados.
Há uma pequena parcela de cães que não gostam de passear de carro. Isso acontece quando o automóvel é associado a coisas ruins, principalmente a medo e a enjoo. Por isso, antes de viajar, acostume-o a andar de carro. Primeiramente, apenas faça o entrar e sair do carro, como se fosse uma brincadeira, e recompense-o sempre que estiver dentro. Depois leve-o para passear de carro. Inicialmente, percorra distâncias curtas e depois vá aumentando. Leve-o sempre a locais agradáveis, para que ele associe que andar de carro o levará a algum lugar divertido. O enjoo é uma sensação extremamente desagradável que cria uma associação negativa. Para isso, evite que o seu cão viaje com o estômago cheio. Ofereça a ele uma alimentação leve, algumas horas antes da viagem. Você pode, ainda, evitar os enjoos dirigindo de forma ponderada. Acelere e breque suavemente. Se necessário, peça ao veterinário algum remédio para evitar o enjoo.
Numa viajem de carro, o mais seguro, para todos, é que o cão viaje numa caixa de transporte.
Mas para isso é importante que ele já esteja habituado a ficar dentro de uma caixa de transporte. Acostumar o cão desde cedo pode fazer toda a diferença na viagem. E é importante sempre associar a caixa de transporte com coisas boas. Faça este treino vários dias antes da viagem. A caixa de transporte ideal deve ser grande o suficiente para que o cão possa deitar, ficar em pé e se virar. Deve ainda ser ventilada e resistente. As melhores são feitas de metal ou plástico, pois podem ser presas a um assento ou colocadas no piso do carro.
Escolha os horários menos quentes para viajar e pare regularmente para que seu cão possa beber água, fazer suas necessidades fisiológicas e se exercitar. O local das paradas deve ser bem escolhido. Prefira parar em postos de gasolina ou postos rodoviários. Evite parar no acostamento porque o movimento dos carros pode assustar seu cão. E nunca deixe seu cão sozinho dentro do carro. Lembre-se que a temperatura dentro de um veículo estacionado pode ficar bem alta, especialmente em um dia quente.
Seu cão também merece uma bagagem. A bagagem do cão deve ser composta por itens básicos, como: guia e coleira, ração em quantidade suficiente até o final da viagem, potes de água e comida, toalha e caminha. E, claro, farmácia básica recomendada pelo veterinário para casos de emergências.
E para finalizar, certifique-se que todas as vacinas estão em dia. Em casos específicos, como as viagens para o litoral, é importante que se tenha em mente a precaução contra a dilofilariose, conhecida como Verme do Coração. Se o destino for fazenda ou campo, o cuidado deve ser para evitar pulgas e carrapatos.
Agora sim, o seu cão esta pronto para viajar!
Aproveitem e boa viagem!
OBS: A Pepa viaja de cinto de segurança!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Campanha Contra Pirotecnia: Por favor, passem adiante!



Pois é pessoal, nossos animais que vivem em Passo Fundo mais uma vez foram alvos do desrespeito e incompreensão  frutos da insensibilidade e, principalmente, da falta de carinho e amor de nossos semelhantes. A Cantata Natalina, deveria realmente ser motivo de orgulho e regozijo por parte dos moradores da cidade se não fosse os "fogos de artifício" lançados durante a apresentação. Nossos animais, principalmente cães, sofrem com o medo que o ruido provocado pelos fogos produzem. É muito triste saber que centenas de moradores passam por um estresse desnecessário com medo de que possa ocorrer algo que afete a saúde de seus amigos. Minha cadelinha Pepa, é um exemplo clássico disso: Ano passado chegou a ter uma parada respiratória de tanto medo. Nessa época, todos deveriam se divertir sem exceção. Afinal, Nosso Salvador nasceu! E ele ama também os animais! Como nós, a exemplo de São Francisco de Asis, protetores dos animais, podemos gostar de uma data onde nossos amigos, seres que só nos dão alegria e que nos amam incondicionalmente sofrem? E os animais que moram nas ruas? Não merecem respeito?
Isso não acontece somente no Natal, é odioso, detestável ouvir os fogos por causa do GRENAL. Sinceramente, passei a detestar ambos times devido a falta de respeito dos torcedores. Eles chegam a lançar bombas dentro dos quintais de vizinhos que são de outros times quero deixar claro que não sou de time nenhum e que nunca falei nada dessa aversão contra essas comemorações e, mesmo assim, também jogaram fogos dentro do meu quintal.
Em algumas cidades de países da América Latina como a Argentina, a Pirotecnia será proibida neste final de ano. Os governantes sabem que essa tarefa não será fácil, mas já existe até multa para os infratores. Este será o primeiro ano da Pepa, que talvez, ela não sofra no ano novo.
Queridas irmãs do Colégio Notre Dame:
A Cantata Natalina seria muito mais alegre se, ao invés de lançarem fogos, as senhoras usassem somente as "estrelinhas" aqueles fogos coloridos sem ruído. Acreditem:  Vários pais também aprovarão essa medida pois, conheço várias crianças que temem os fogos de artifício tanto quanto os cães.
As senhoras que parecem estar preocupadas com questões ambientais, sociais, espirituais e educacionais, espelhem-se em países de primeiro mundo como a Finlândia onde fogos com ruído são proibidos.
Enfim irmãs, se as senhoras não quiserem fazer pelo bem de nossos amigos, façam pelas crianças, e, em último caso, pelos adultos que, assim como passaram a odiar GRENAIS passarão a odiar o Natal e, sabe-se lá, tudo o que lembrar ele.
Gostaria somente que as senhoras entendessem que essa "propaganda" não está sendo muito bem vista por várias pessoas de nossa sociedade.
Eu sou uma delas.





segunda-feira, 21 de março de 2011

Gata prevê ataque epilético e salva vida do dono na Inglaterra

Estados Unidos - Um jovem britânico deve sua vida ao seu animal de estimação. Segundo divulgado pelo Uol, foi graças à sua gata, que ele sobreviveu a um ataque epilético.
A gata é altamente sensível e consegue sentir o momento em que seu dono vai ter um ataque, alertando os pais e colegas de Nathan Cooper, de 19 anos, noticiou o jornal britânico Dail Mail.
"Normalmente, ela é muito tranquila, mas quando Nathan tem uma crise, ela começa a subir e descer as escadas e sua voz fica diferente", disse Tracey Cooper, mãe do adolescente, ao jornal britânico.
Alguns especialistas na questão, a percepção aguda do sentido do olfato por gatos e os cães podem ajudar a detectar mudanças químicas pouco perceptíveis dentro do corpo humano.

Saiba como alimentar corretamente seus cães e gatos

É obrigatório dar ração para os cães e os gatos?
Não, o que é obrigatório é dar uma alimentação saudável e balanceada. E isso é mais facilmente alcançado com uma ração de qualidade do que com sobras de comida.

O que é um alimento balanceado?
É um alimento no qual estão presentes os principais nutrientes, combinados entre si e que proporcionam uma melhor absorção e nutrição. Os principais nutrientes são as proteínas, os carboidratos, as gorduras, as vitaminas e os minerais. Uma comida caseira pode ser gostosa para seu bicho, mas pode ser carente de alguns destes itens.
Exemplo: fubá com carne moída. Tem carboidratos e proteínas, e alguns cães adoram. Mas e o resto dos nutrientes? Não tem! É uma alimentação carente de vitaminas e minerais, e isso vai se refletir em um animal não muito saudável nem muito bonito.
Qualquer ração serve?
Não. Existem muitas rações nas quais os ingredientes não têm muita qualidade, e, sendo assim, a alimentação também fica carente. Então a regra é a seguinte: tem de ser uma ração boa ou uma comida muito bem balanceada.
Como é difícil, para quem não é nutricionista, fazer um planejamento alimentar, fica bem mais fácil apostar na ração de qualidade. Apenas repetir as refeições da família para o bicho, não é legal.
Vejo muitos casos de intoxicações alimentares em cães provocadas por salsichas, linguiças, carnes cruas ou gordurosas, comidas muito temperadas etc. Por falar em linguiça, outro dia atendi um labrador, de um casal amigo, passando muito mal após comer linguiça.
Após eu condenar o alimento, dizendo que é feito com as sobras das sobras, a mulher disse: - Agora não vou dar mais linguiça para o cão, só para o marido – talvez ela não goste muito do marido!
Tem também a questão dos dentes: a comida caseira te obriga a escovações mais frequentes, para evitar a formação de tártaro nos dentes. Com o uso de rações, o problema do tártaro é bem menor.
Posso dar então um pouco de ração e um pouco de comida?
Aí tem outro problema. O cachorro tende a rejeitar a ração quando tem a opção da comida. Diferente dos gatos que adoram ração, e a preferem, os cães vão ficar olhando para você, como que perguntando: cadê a comida?
Por falar em gatos, a qualidade da ração também é muito importante. Hoje em dia, se tornou comum um problema chamado síndrome urológica felina. É um misto de inflamação, infecção e formação de cálculos (areia ou pedras) na vesícula urinária do gato macho, que podem acabar obstruindo sua uretra. O animal não consegue urinar, e se não for prontamente socorrido, morre. É muito, mas muito mais comum, isso acontecer com gatos que comem rações sem qualidade do que com os que comem boas rações.
No tocante à quantidade, isso pode variar conforme a fase da vida, a atividade, a personalidade do animal e a qualidade da ração. Teoricamente, uma ração mais forte deveria satisfazer com menor quantidade. Pelo menos, com certeza ela nutre com menos quantidade, mas cuidado com as indicações que vêm na embalagem, pois podem estar subestimando o apetite do seu cão.
Na dúvida, dê sempre um pouco o mais do que está indicado no saco. Gatos não têm hora para comer, e em geral as pessoas deixam a panelinha sempre cheia e eles comem a quantidade que quiserem e na hora que quiserem; isso se a ração for seca, pois não estraga. As úmidas, de latinha, estragam após algumas horas.
Este conselho de deixar comida à vontade para os gatos pode não ser cientificamente o mais certo, e pode ocasionar gatos obesos, mas é o mais comum. Eu faço assim, e a maioria das pessoas também.
Aliás, gato é cheio de manias. Muitos gatos não comem se o pote de ração não estiver bem cheio. A minha gata mesmo é assim.
Se estiver ainda pela metade, ela “pede” para encher. Não come enquanto não encher. Aí tem de ficar de olho para a ração que está por baixo não estragar. É muito desagradável quando ela faz essas exigências às três horas da manhã, mas se não atender, o bicho pega! Literalmente! São várias patadas e mordidas até eu levantar.
Os cães têm o hábito de comer na hora que você coloca a ração. Filhotes, por serem mais ativos, devem comer várias vezes ao dia. No mínimo três, podendo ser mais. Costumo recomendar pouca quantidade várias vezes ao dia. Já os adultos devem comer no mínimo duas vezes ao dia. O hábito de comer apenas uma vez ao dia não é legal e favorece, inclusive, uma doença grave chamada torção de estômago, pois o animal pode comer muito de uma vez, beber muita água e isso pode torcer seu estômago.
Acima de qualquer regra impera o bom senso. Animal magrinho pode estar comendo pouco. Obesos e que fazem muito, muito cocô, podem estar comendo em excesso. O tempo disponível que cada um tem para tratar deste assunto também deve ser levado em consideração.
Quem fica muito tempo fora de casa, tem de deixar o rango garantido na sua ausência. A água deve ser oferecida em abundância e sempre fresca. Não descuide da higiene das vasilhas de água e comida, que devem ser constantemente lavadas e bem enxaguadas.
Uma última observação para quem é vegetariano, como eu sou. Já existe no mercado uma ração totalmente vegetariana para os cães, e até onde se sabe, oferece boa nutrição.

Veterinário Wilson Grassi

terça-feira, 15 de março de 2011

Próteses e soluções são desenvolvidas para salvar animais amputados, paraplégicos e tetraplégicos

Até agora, animais paraplégicos, tetraplégicos e amputados, não tinham outra opção – eram eutanasiados, para evitar uma vida de dor e sofrimento. Mas esta perspectiva sombria está mudando, com a criação de próteses, por vários veterinários, ortopedistas, e engenheiros, em todo o mundo.

(Foto: Young Kwak/AP)


Stumpy, um canguru que vive em um santuário para animais, em Ohio, EUA, ganhou uma prótese de perna, que reproduz o movimento dos cangurus, e foi desenvolvida por veterinários licenciados pela Sociedade Americana de Ortopedia.

(Foto: http:domescobar.blogspot.com)


A águia Beauty como foi encontrada num bosque do Alasca, com parte do bico arrancada por um tiro, e depois da aplicação da prótese. À direita, pesquisadores americanos finalizam o implante de náilon. Mas essa não é a prótese definitiva – ela receberá um bico mais resistente, de titânio.

(Foto: http:domescobar.blogspot.com)


O golfinho Fuji utiliza prótese feita de borracha, que substitui a cauda, perdida devido a uma doença desconhecida.

(Foto: http://veja.abril.com.br/180608/p_140.shtml)


Desenvolver uma prótese para um elefante, pode-se imaginar, é tarefa complexa. Tanto que a elefanta tailandesa Motala só ganhou um modelo – ainda provisório – seis anos após pisar numa mina terrestre e sofrer a amputação da pata dianteira esquerda. Feita de lona e serragem, a prótese pesa dez quilos e é presa ao corpo por uma atadura. Os veterinários já estão trabalhando em um modelo mais leve, de fibra de vidro e silicone, para substituí-la.

(Foto: http://veja.abril.com.br/180608/p_140.shtml)


O cão Maulee, que vive na Geórgia, Estados Unidos: a pata, arrancada por uma ceifadeira de trigo, foi substituída por uma prótese de madeira e fibra de carbono.
Várias técnicas estão se multiplicando, dentre elas, a chamada de integração óssea – uma placa de titânio é aplicada na ponta do osso, onde é encaixada a prótese. O encaixe fica firme, e o número de infecções e dor, causados pelo atrito, ficam diminuídos. Essa técnica ainda está sendo aperfeiçoada.


No Brasil, já temos uma solução econômica para ajudar animais tetraplégicos, criada pela ambientalista baiana Scheyla Bittencourt – é uma cadeira de quadro rodas em PVC, uma versão da cadeira de duas rodas, para animais paraplégicos. A tetraplegia e a paraplegia não inibem os órgão vitais como pulmões, intestinos, rins, coração. E assim, o animal, com certos cuidados, pode levar uma vida normal. Muitos animais, nessas condições, vivem até uma idade avançada.
A ambientalista é a idealizadora do Projeto Malu que age protegendo animais carentes e com deficiência corporal.